Réu e delator do caso conhecido como Chacina de Unaí, o cerealista Hugo Alves Pimenta, isentou Antério Mânica de participação no crime. Ouvido por uma hora no julgamento do ex-prefeito de Unai, Hugo manteve a versão que Norberto Mânica mandou matar os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2004.

Sobre Antério, ele se limitou a dizer que ouviu de um dos executores que o fazendeiro teria tido participação na chacina. "A única coisa que ouvi falar de Antério foi o Erinaldo que disse. Ele disse que o pessoal falou com ele que o homem bravo que estava dentro do Marea era o patrão, era Antério Mânica", contou o cerealista.

A mesma história foi contada por Erinaldo de Vasconcelos em seu depoimento no júri nesta quarta-feira (4). Ele foi condenado a 76 anos pelo crime.

O Ministério Público Federal (MPF) faz questão de frisar a questão relativa ao carro onde, segundo o processo, Antério estaria em um posto de gasolina onde se encontrou com outro envolvidos no caso. A defesa também faz perguntas relacionadas ao processo para esclarecer a situação.

Sobre o carro onde estaria Antério, Hugo disse que o Marea era de propriedade da mulher do fazendeiro, mas que não sabia se ele esteve no local, já que ele próprio não foi ao posto de gasolina.

O cerealista, cujo depoimento foi usado pela acusação para garantir a condenação de Norberto Mânica e Antônio Alberto de Castro, na semana passada, ainda definiu a relação que Antério tinha com seus irmãos como sendo de "liderança comercial".

Até o momento já foram ouvidas 13 das 16 testemunhas da acusação. Ainda devem prestar depoimento outra seis testemunhas arroladas pela defesa.