Já faz 12 anos que a Toyota não tem um esportivo de renome em seu portfólio. Na verdade, há mais de uma década que o Supra foi encerrado. E durante esse hiato, o fabricante japonês, líder global de produção (graças a modelos de baixo custo e utilitários), vem estudando um sucessor para o Supra. A resposta pode vir a partir do conceito FT-1, apresentado originalmente no Salão de Detroit deste ano, e que teve sua segunda leitura revelada recentemente.

Desenvolvido pelo estúdio da marca na Califórnia, o Calty Design Research, o FT-1 é anunciado como apenas um projeto de tendência. Mas não é novidade para ninguém que marca busca um esportivo, ainda mais com um novo Honda NSX em vias de ser apresentado.

A sigla, que significa “Future Toyota 1”, faz parte de uma série de estudos para definir a identidade visual dos próximos modelos da marca. Mas durante a primeira exibição, em Detroit, os executivos deixaram escapar que o conceito daria vida a um esportivo acessível, abaixo dos US$ 60 mil (nos Estados Unidos, obviamente).

Da primeira proposta para a atual, pouca coisa mudou. O carro ainda ostenta elementos característicos de um conceito, como câmeras no lugar de retrovisores, painel de instrumentos com mostrador translúcido, dentre outros estudos de estilo de instrumentos, que têm mais apelo visual do que funcional.

A carroceria lembra o cupê GT86, mas com linhas angulosas, grandes tomadas de ar na parte frontal (que lembra o bico de um protótipo de competição), com grandes ventoinhas à mostra, além de extratores e apêndices aerodinâmicos.

Conjunto mecânico

Apesar do esconder o jogo, é possível ver que o conjunto de suspensão, freios e trem de força já estão definidos. Trata-se de um esportivo com tração traseira, motor central longitudinal (montado atrás do eixo dianteiro), muito parecido com a configuração do Supra, o que indica que não se trata de um mero exercício de design.

Sob o enorme capô, com uma seção transparente, se esconde o propulsor, protegido por uma moldura. A Toyota não informa que tipo de motor é, se é turbo ou aspirado, nem a sua capacidade volumétrica e número de cilindros. E é difícil até de prever, pois o fabricante tem uma ampla gama de propulsores, que vão desde unidades compactas como o boxer 2.0 litros de 200 cv do pequeno GT86 ao corpulento V10 4.8 litros de 560 cv, que equipa o finado Lexus LFA, ainda mais se considerarmos os dois coletores evidentes no motor.