Por 4 votos a 3, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) aceitou o registro da candidatura da ex-presidente Dilma Roussef (PT) ao Senado, por Minas Gerais. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (17).

Para tanto, os juízes derrubaram 10 pedidos de impugnação que foram apresentados pelo Partido Novo e por alguns candidatos a deputados federais, como a filha do ex-deputado federal Eduardo Cunha, Danielle Dytz da Cunha (MDB), que alegavam que a petista teria perdido os direitos políticos, após sofrer o impeachment, em 2016.

Na época, quando ela perdeu o mandato de presidente da República, o Senado Federal decidiu que ela não sofreria as consequências da condenação por crime de responsabilidade, como a inelegibilidade.

Dilma Roussef está na liderança pela disputa por uma das duas cadeiras do Estado ao Senado, com 26% das intenções de voto. Em nota, ela disse que "a decisão do TRE-MG sobre a legalidade da minha candidatura faz justiça a mim. Sempre confiei na Justiça".