O Ministério do Interior da Ucrânia anunciou nesta quinta-feira ter libertado uma cidade ao leste do país, que estava nas mãos dos separatistas pró-russos. A polícia e as autoridades locais de Mariupol, no entanto, apresentaram uma outra versão da ação das tropas ucranianas. Há pouco, o ministro Arsen Avakov afirmou que cinco rebeldes morreram durante uma ação militar na cidade de Slaviansk. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se pronunciou sobre os episódios e disse que Kiev "pode sofrer as consequências" pelos ataques.

A notícia foi informada pelas redes sociais do ministro Arsen Avakov que afirmou que "a prefeitura de Mariupol está liberada para retomar o trabalho".

Mesmo com a versão oficial, a porta-voz do departamento de polícia da cidade, Yulia Lasazan, disse que cerca de 30 homens mascarados e armados com bastões de beisebol invadiram o prédio da administração municipal e agrediram os manifestantes. O grupo não ofereceu resistência e chamou a polícia. Cinco pessoas foram levadas ao hospital. Segundo Lasazan, a polícia retomou o controle do perímetro e negociou com os manifestantes a saída do prédio.

Em outra cidade do leste da Ucrânia, Slavyansk, as tropas de Kiev continuaram avançando e retomando o controle do território. Pelo menos 10 militares em veículos blindados já estavam estacionados na entrada da cidade nesta quinta-feira. Helicópteros também foram vistos circulando pela região. Cinco insurgentes foram mortos durante uma "operação terrorista", segundo o ministro Avakov. Uma pessoa ficou ferida. Os manifestantes, no entanto, confirmam apenas duas mortes.

Ontem, a Rússia fez ameaças de retaliação à Ucrânia caso os russos residentes no país fossem atacados. "Se os nossos interesses forem atacados diretamente, como na Ossétia do Sul, eu não vejo outra maneira de responder em conformidade com o direito internacional", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. No entanto, o ministro não especificou como seria a resposta a Kiev caso os ataques aos manifestantes continuem.

Em entrevista à agência russa Interfax, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que se Kiev usar armas contra os russos dentro da Ucrânia "isso será um sério crime". Putin afirmou que o país vizinho pode sofrer as consequências por meio de uma ação punitiva, incluindo uma revisão das relações diplomáticas entre os país. Com informações da Associated Press e Dow Jones Newswires.