O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu prazo de 60 dias para que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabe com o assédio moral a funcionários e estabeleça formas de punição. A instituição deve assinar um termo de ajustamento de conduta, se não quiser ser alvo de uma ação civil pública.

Uma audiência foi realizada na quarta, no MPT, para discutir a prática de assédio moral dentro da universidade. A investigação começou há cinco anos, quando houve uma série de depoimentos que atestariam a existência de tratamento humilhante e vexatório contra empregados da instituição.

A audiência teve duração de quatro horas, com a presença de 250 pessoas. Ao menos 20 trabalhadores se manifestaram publicamente sobre o assédio que sofreram das chefias imediatas e até de colegas. Alguns chegaram às lágrimas.

De acordo com o procurador do Trabalho Eduardo Luís Amgarten, a cúpula da universidade se fez presente na audiência e ficou assustada com os casos relatados. "Também se mostrou inteiramente disposta a regularizar a situação", afirmou. A direção da Unicamp ainda alegou na audiência desconhecer todos os fatos que foram relatados por servidores.

Disputa por cargos

A universidade terá de analisar as reclamações e apresentar uma solução na segunda quinzena de agosto, quando deve ser celebrado o termo de ajustamento de conduta para resolver o problema. Na versão dos funcionários, o assédio no trabalho estaria ligado à disputa hierárquica e por cargos comissionados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.