A retração econômica que assolou o Brasil em 2015 teve impacto direto na quantidade de clientes da Unimed-BH. No ano, 60 mil usuários deixaram a cooperativa, o equivalente a 5% da carteira. O índice equivale à queda do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro no período. Apesar da baixa, o desempenho da Unimed-BH foi positivo. No ano, a sobra (o lucro nas cooperativas) foi de R$ 250 milhões.

Segundo o presidente da Unimed-Bh, Samuel Flam, a baixa no número de clientes é resultado do perfil dos planos comercializados. “Cerca de 80% dos planos são empresariais”, explica. Como as empresas estavam demitindo, o número de clientes foi a reboque. Hoje, 1,2 milhões de pessoas utilizam os serviços da cooperativa.

Para manter o resultado positivo, quatro pilares foram intensificados: revisão de gastos, investimento na auditoria assistencial, que evita a internação de pacientes em condições de atendimento domiciliar, intensificação da identificação biométrica e renegociação dos contratos empresariais.

As consultas somaram 8 milhões em 2015, enquanto as internações chegaram a 145 mil e os exames complementares
e terapias sequenciais ultrapassaram os 28,6 milhões

Distribuição

No ano, o faturamento da cooperativa foi de R$ 3,6 bilhões. R$ 1,09 bilhão foi transferido aos cooperados, considerando a remuneração pela produção médica, os resultados e os benefícios, que incluem plano de saúde. Hoje, 5,6 mil médicos compõem a rede da Unimed-BH.

Eles atendem em 366 hospitais, clínicas e laboratórios. Trezentos e cinquenta e cinco são terceirizados. Para o futuro, o executivo afirma que irá manter a estratégia de investir em estrutura própria. Os próximos passos são a construção de um Centro de Promoção e Atenção à Saúde, no Barreiro, e um Hospital em Betim.

No Barreiro, serão 35 consultórios de especialidades diversas. O projeto está aprovado e a obra, com investimento entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões, terá duração de dez meses. Em Betim, o hospital terá 40 mil metros quadrados, 250 leitos, com CTI, pediatria, entre outros. “Se não temos estrutura própria, temos que pagar. Se temos, a despesa é menor”, afirma o presidente.