Se aventurar no segmento de sedãs médios tem se tornado um sonho cada vez mais distante. A razão é o encarecimento que a categoria sofreu nos últimos dois anos e os paulatinos reajustes de preços, que colocam versões de entrada acima dos R$ 90 mil. O Chevrolet Cruze é um exemplo caro deste cenário.

O sedã mudou de geração em 2016 e ganhou um banho de conteúdos que fazem dele uma das melhores opções para quem busca um médio. Motor turbo, uma infinidade de assistentes de condução, como monitor de faixa ativo, são alguns dos predicados do Chevrolet. No entanto, o preço inicial saltou para R$ 96.760.

Quem não faz questão de carro novo e nem as benesses de um motor turbo pode encontrar uma boa opção no Cruze de primeira geração. O sedã estreou no mercado em setembro de 2011, como substituto do Vectra.

O modelo, que já era vendido no exterior desde 2008, era equipado com motor 1.8 de 144 cv e 18,9 mkgf de torque, combinados com transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades. 

O Cruze é um automóvel que não deixa nada a desejar para rivais como Corolla e Civic. Oferece excelente acabamento, bons materiais e lista de equipamentos farta, principalmente na versão topo de linha LTZ.

Entre a lista de conteúdos, podia ser equipado com direção elétrica, ar-condicionado, computador de bordo, espelhos com rebatimento elétrico, sensores crepuscular e de estacionamento, módulo multimídia MyLink (com navegador GPS, USB e Blutooth), partida sem chave e airbags do tipo cortina.

No varejo
No mercado de usados, o Cruze tem bom giro. Em julho foram negociadas 4.325 unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com a Federação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os valores do Cruze variam de R$ 43 mil a R$ 70 mil.

Opção que não seja tão cara, mas com pacote farto de conteúdo e sem muitos anos na ativa é a versão LTZ, ano 2014. Segundo a Fipe, a versão equipada com caixa automática é avaliada em R$ 56,6 mil. No varejo, a versão de mesmo ano tem preços que vão de R$ 50 mil a R$ 65 mil. 

Um dos poucos fatores negativos do sedã é o consumo. A unidade Ecotec 1.8 não oferece a mesma eficiência do moderno 1.4 turbo de 153 cv que equipa a atual geração. Daí seu consumo na média de 7,5 km/l na cidade, com uso de gasolina. No álcool, a média deve ficar ainda mais baixa. Mesmo assim, pode ser uma opção para quem precisa de espaço e um pouco mais de qualificação que encontrada em compactos.