As peruas tiveram seus dias de glória no mercado brasileiro. Antes da epidemia dos utilitários-esportivos (SUV’s), figuraram como as opções mais versáteis do mercado. Espaçosas e com volume de bagageiro imbatível, eram as melhores opções para quem buscava um automóvel familiar e prático. 

Mas o primeiro ataque veio com os monovolumes, ainda nos anos 1990. E no início dos anos 2000, jipinhos compactos como EcoSport e Tucson atingiram em cheio as peruas, que começaram a minguar. Atualmente, a Fiat Weekend caminha praticamente sozinha no mercado. As outras opções se resumem a modelos importados, com preços que superam os SUV’s de luxo.

Mas a peruinha italiana também não é barata. A Fiat oferece apenas duas versões em seu portfólio. A opção mais barata, Attractive 1.4, parte de R$ 64 mil, enquanto a Adventure 1.8, não sai por menos de R$ 83 mil. Daí quem precisa de espaço interno e não pode gastar tanto precisa mirar numa unidade de segunda mão.

A Weekend segue como o modelo mais popular no varejo de usados. Segundo a Fenabrave, a média de transferências da perua gira em torno de 6 mil unidades mensais. Segundo a Fipe, as avaliações da Weekend variam de R$ 9.600 a R$ 63,3 mil. Vale lembrar que estamos falando de um modelo que está na ativa desde 1998, com a mesma carroceria e que já teve pelo menos cinco opções de motores e inúmeras versões.

Opção
Para facilitar a escolha de quem busca um bagageiro, não faz questão do estilo aventureiro da Adventure e também não pode investir grandes somas, uma opção é apostar na versão Attractive 1.4 (de 86 cv), com até quatro anos de uso. Segundo a Fipe, esse carro (ano 2015) está avaliado em R$ 32,4 mil.

No varejo de usados os preços variam de R$ 26 mil a R$ 37 mil. Muito em função do estado de conservação e também dos itens opcionais, que podem valorizar na hora da revenda, como ar-condicionado, vidros traseiros elétricos e rádio com CD/MP3. O básico de série é direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, computador de bordo e faróis de neblina. 

Apesar do bom espaço interno, manutenção barata e consumo comedido, na casa dos 10 km/l (com gasolina, na cidade), é preciso saber que o Weekend é um carro defasado e com acabamento pobre. No entanto, é uma opção acessível para quem precisa de muito espaço para bagagem.

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