O ano de 2012 foi cabalístico para a indústria automotiva brasileira. Não pela possibilidade de o mundo acabar naquele ano, mas por ter sido o período recorde de emplacamentos, na ordem de 3,6 milhões e também ter marcado a chegada de dois modelos que modificaram o cenário da indústria: Chevrolet Onix e Hyundai HB20.

Ambos foram projetados a partir do Gol. O Onix tornou-se líder pelo lastro que a gravatinha tem no mercado, e o HB20 se deitou na cama arrumada por Tucson, i30 e Azera.

Um popular com status de carro importado. Mas não é só da boa fama que o HB20 se vale. O compacto é um carrinho moderno, com desenho atraente, bom nível de acabamento e conteúdos. Tanto é que segue como vice-líder do mercado com cerca de 35 mil unidades emplacadas desde janeiro, segundo a Fenabrave.

No varejo de usados, a média de transações mensais gira em torno das 12 mil unidades. Equipado com motores 1.0, 1.0 turbo, e 1.6, ele pode ser combinado com caixa automática de seis ou manual. Segundo a Fipe, suas avaliações partem de R$ 26.600 e podem ir até R$ 58 mil, dependendo da versão e ano de fabricação.

No varejo, os valores são um pouco diferentes. As unidades mais baratas são ofertadas por R$ 28.800, enquanto as mais caras não passam dos R$ 47.900. Uma das razões é que praticamente não há ofertas de unidades seminovas, com menos de um ano de uso.

O Hyundai HB20 tem a seu favor o bom pacote de conteúdos, até mesmo nas versões mais despojadas, que oferecem direção assistida, ar-condicionado e airbags estão presentes em todas as versões, desde 2012.

Já as versões mais sofisticadas, como a Premium oferecem um pacote de conteúdos farto, com caixa automática, opção de acabamento em couro e até ar-condicionado digital.

Motor e consumo
A unidade 1.0 de 82 cv foi o primeiro motor três cilindros a ser comercializado no Brasil. Chegou primeiramente com o Picanto e depois foi incorporado ao HB20. Ele oferece com desempenho e baixo consumo com gasolina, na ordem 11 km/l, na cidade. No álcool, a média cai para cerca de 7,5 km/l. 

Já o motor 1.6 de 128 cv é esperto e casa bem com a caixa automática de seis marchas. Mas seu consumo é elevado. Com álcool é preciso ser cauteloso para andar próximo dos 7 km/l.

O senão do HB20, segundo os proprietários, é a suspensão, considerada muito dura e baixa, o que propicia raspar o para-choque em rampas. Dica: vai passar por renovação em breve. Use o argumento na hora de negociar o preço.