Uma das grandes sacadas da Renault no mercado brasileiro foi ter nacionalizado o Dacia Logan em 2007. O sedã romeno, lançado ficou famoso por ser o automóvel de 5 mil euros (o que nunca aconteceu por aqui). Mas ele abriu as portas para o desenvolvimento Sandero, que é um projeto entre a filial brasileira e a marca romena. 
 
O Sandero chegou em 2008 como uma versão hatch do Logan, mas com visual menos contraditório. O carrinho herdou todo conjunto mecânico, inclusive a suspensão firme e resistente que afirmou que nem todo carro francês é frágil.
 
O carrinho caiu no gosto do consumidor brasileiro por oferecer o mesmo bom espaço interno do Logan, que lhe entregava um porte superior aos populares da época e por ter preço atraente. Por outro lado foi (e continua sendo) um automóvel de acabamento simples, sem refinamentos. A primeira geração ainda pecava pela disposição pouco prática de comandos dos vidros elétricos e puxadores desengonçados.
 
A aceitação do Sandero foi tão boa, que se tornou o principal produto da marca. O problema é que a boa fama do hatch valorizou seu passe. Hoje um Sandero novo não sai por menos de R$ 48 mil e pode beirar os R$ 70 mil na versão esportiva R.S. Racing Spirit. 
 
 

 
Alternativa
E se comprar um Sandero novo ficou complicado, uma opção é apostar numa unidade usada, da primeira geração, que ficou em linha até meados de 2014.
 
Uma das vantagens de optar pelas versão com carroceria antiga é que seu preço no mercado é bem mais sugestivo que os da atual geração. Com opções de motores 1.0 8v, 1.0 16v, 1.6 8v e 1.6 16v, além de um possibilidade de caixa automática de quatro marchas (combinada ao motor mais potente), o hatch foi oferecido em diversas versões de acabamentos e séries especiais.
 
De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os preços do Sandero variam entre R$ 17 mil e R$ 35 mil, dependendo do ano, motorização e versão. Para facilitar a indicação, a sugestão é a versão Expresion 1.6, ano 2013, avaliada em R$ 27.500 pela Fipe.
 
Funcional
Trata-se de uma opção para quem busca um hatch com bom volume de espaço, motor com bom desempenho, consumo moderado e com pacotes de equipamentos como direção hidráulica, vidros e travas elétricos, além de ar-condicionado. São itens que entregam um pouco mais de conforto no cotidiano. 
 
No entanto, por ser um automóvel com cinco anos de uso, é recomendável uma avaliação criteriosa de um especialista antes de fechar o negócio. Afinal, trata-se de um carro que já rodou um bocado.
 
Desconfie de quilometragens muito baixas e procure com seu corretor de seguros informações sobre o histórico da unidade. Além disso, reserve uma quantia para uma revisão completa para substituição de correia dentada, pastilhas, lonas, velas, cabos, líquido de arrefecimento e lubrificantes. E não deixe de conferir o estado da embreagem, amortecedores e pneus.