Picapes leves são uma alternativa de baixo custo operacional para o transporte de cargas há mais de 40 anos. No entanto, há quem busque essas picapinhas por satisfação pessoal, por gostar do estilo, porque tem um sítio e mais um sem-fim de razões. Nesse segmento, a Fiat Strada é líder incontestável. Só em 2018 foram nada menos que 67.727 unidades licenciadas de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

É bem verdade que desse montante 64 mil foram destinadas a operações de vendas diretas, ou seja, fora do varejo. E esse é o indicativo de que a Strada é um carro feito para o trabalho, mas há quem busque lazer a bordo dele.

E no mercado de usados, como a Strada se comporta? Segundo a própria Fenabrave, a média de transações gira em torno de 20 mil unidades mensais. Só em dezembro, 23 mil carros trocaram de donos. São números que a colocam entre os dez modelos mais procurados do varejo.

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as avaliações da picape variam de R$ 9.600 a R$ 63 mil. 

Vale dizer que nesses 20 anos de mercado a picapinha italiana teve mais de 60 combinações de motor, transmissão, acabamento e opções de cabine (simples, estendida e cabine dupla).

Atributos
O grande atributo da Strada é a suspensão traseira com feixe de molas. Ela é a única da categoria que oferece esse sistema, herdado da Fiorino e também adotado na Ford Pampa. 

Apesar de comprometer a estabilidade e o conforto, pois reverbera qualquer irregularidade do piso, essa suspensão suporta muito peso. São 705 quilos de capacidade de carga, superior que a irmã Toro, quando equipada com motor 1.8 flex.

Outro ponto positivo da Strada é a manutenção de baixo custo. Por compartilhar componentes com o finado Palio, que somou mais de 3 milhões de unidades vendidas em 22 anos de mercado, o orçamento da revisão não pesa tanto no bolso. 

Contras
O que pesa contra a Strada é a idade. O projeto antigo não oferece a melhor ergonomia a bordo. Além disso, o acabamento e a lista de conteúdos são pobres. 

Quem busca um pouco de refinamento deverá focar as pesquisas em versões com cabine dupla. Ela teve opções com duas e três portas. A versão mais refinada é a aventureira Adventure. Por outro lado, peca pelo consumo elevado, que não gira em torno de 6,3 km/l na cidade, com álcool.

Já as opções com motores 1.4 de 82 cv não são exemplos de performance, mas oferecem baixo consumo, ordem de 9 km/l na cidade. Para quem quer um carro para o trabalho, economia no posto e no mecânico é fundamental.