Depois de amargar prejuízo, fazer uma dívida de R$ 6,7 bilhões em 2016 e voltar a lucrar neste ano, a Usiminas se prepara para investir cerca de R$ 3 bilhões até 2023 nas unidades de Ipatinga e Cubatão. A empresa acabou de aprovar junto ao Conselho Administrativo a reforma do alto forno 3 de Ipatinga, no valor de aproximadamente R$ 1 bilhão.

“Ela está prevista para ocorrer entre 2021 e 2022. Também estamos pensando em uma nova linha de galvanização a quente para a siderúrgica, projeto que será levado à companhia ainda neste ano. E estamos estudando a retomada das áreas privadas de Cubatão”, afirma o presidente da companhia, Sérgio Leite. 

Segundo ele, se os estudos indicarem que é viável a retomada, o processo demorará cerca de dois ou três anos para ser concluído. Os investimentos superam, e muito, o que foi realizado nos últimos anos. Em 2017, o aporte da companhia somou R$ 220 milhões. Em 2018, o valor saltou para R$ 463.

Um aporte maior é possível graças à antecipação da Usiminas em mitigar a dívida realizada no passado, com prazo para ser quitada em 2026. Embora o acordado fosse iniciar o pagamento em 2019, a siderúrgica fez amortizações em dezembro de 2017, janeiro de 2018 e março de 2018, reduzindo em 17% o débito. Um próximo pagamento, desta vez de R$ 340 milhões, será realizado mês que vem, segundo afirma o CEO da companhia. Hoje, a dívida é de R$ 5,8 bilhões.

“Em 2018, a companhia registrou o melhor Ebitda dos últimos dez anos. A relação dívida líquida x Ebitda é de 1,6”, diz o executivo. A relação dívida líquida x Ebdita mede a capacidade de endividamento das companhias. Quanto menor o número, maiores as chances de a empresa conseguir crédito no mercado. Em empresas de outros setores, o resultado 4 indica que a companhia está saudável. Em siderúrgicas, conforme ressalta Leite, o ideal é que a razão seja inferior a 2,5.