Um vídeo divulgado na internet mostra o que parece ser o assassinato do piloto jordaniano capturado pelo grupo Estado Islâmico. Nas imagens, o tenente Muath al-Kaseasbeh é queimado vivo no interior de uma jaula.

A Associated Press não pode confirmar a autenticidade das imagens, que foram divulgadas em sites militantes e trazem o logo do serviço de mídia do grupo extremista, o al-Furqan. No entanto, as forças armadas da Jordânia confirmaram a morte do "piloto herói", e juraram vingança. "Enquanto o exército lamenta o mártir, ele também enfatiza que seu sangue não será derramado em vão. Nossa punição e vingança será tão grande quanto a perda dos jordanianos" afirmou o porta-voz das forças armadas, Mamdouh Al-Ameri.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que, se o vídeo for verdadeiro, ele será "apenas mais um indício da crueldade e barbaridade dessa organização."

Obama também disse que o incidente irá redobrar a vigilância e determinação da coalizão para ter certeza de que eles serão destruídos.

O piloto jordaniano, de 26 anos, tornou-se prisioneiro dos militantes em dezembro, quando o caça F-16 que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria, a capital do califado instalado pelo grupo. Ele foi o primeiro piloto da coalizão liderada pelos Estados Unidos a ser capturado.

O grupo havia proposto trocar o piloto pela iraquiana Sajida al-Rishawi, condenada à morte na Jordânia por ter participado de um ataque que matou 60 pessoas em um hotel do país em 2005. O prazo final para a troca era quinta-feira, 29 de dezembro, até o pôr-do-sol no Iraque.

Para fazer a troca, a Jordânia exigiu uma prova de que o piloto estava vivo. O grupo não se manifestou e após o fim do prazo estabelecido, o grupo não falou sobre o destino do piloto, mas anunciou a morte do repórter japonês Kenji Goto. Fonte: Associated Press.