O repórter do CQC, Lucas Salles, foi agredido por um entrevistado durante gravação do quadro “Haters”, que vai atrás de pessoas que postam mensagens ofensivas e de ódio nas redes sociais.

Na matéria, que foi ao ar na noite de ontem (7), Salles entrevistava um twitteiro que havia declarado apoio à chacina ocorrida no mês passado em São Paulo, quando em determinado momento, foi agredido com um soco e uma cabeçada pelo entrevistado, que se irritou com um comentário feito pelo repórter.

A cena ocorreu após Salles perguntar se ele acreditava que “bandido bom é bandido morto” e ao questioná-lo não achava que “as pessoas ao invés de serem mortas, deveriam ter o direito de serem julgadas”.

"Eu não acredito em recuperação (de criminosos)", disse o entrevistado. "Eu também não acredito, não. Eu estou conversando com você, achei que fosse melhorar depois dessa conversa, só que não", retrucou o repórter, provocando a ira do rapaz.

Veja o vídeo:

 

Apesar da agressão, nenhuma lesão foi detectada no rosto do repórter que publicou uma resposta de indignação ao ocorrido nas redes sociais.

Foto: Facebook/reprodução

Vídeo: repórter do CQC leva soco e cabeçada de entrevistado

“Nem tá roxo. Por mais que alguns quisessem. Ah, sim, só uma coisa: não sou esquerda. E nem direita. Sou contra a morte. Seja ela "qual" for. Ninguém merece morrer por obra da maldade ou da "falsa justiça". Um bandido não tem que matar ninguém (e nem ser morto). Essa é a minha opinião. E para aqueles que dizem "espera falar isso quando alguém da sua família tiver uma arma apontada na cabeça", uma surpresa: meu avô foi assassinado por um bandido. Não quis que o mesmo acontecesse com o bandido. Quis que ele fosse julgado e pagasse por aquilo que ele fez. E foi. O bandido tá preso até hoje (em Bangu). Pegou anos e mais anos, preso, numa cela com mais 300 pessoas. Não tenho pena e nem compaixão. O mesmo fez por merecer isso. Agora, quem seria eu para desejar a morte dele? Fingimos que somos petralhas/coxinhas/esquerda/direita para nos segurarmos em algo, mas, na verdade, a gente não é nada. É um bando de porra nenhuma caminhando pra lugar nenhum. Mas a gente pode mudar isso", postou.