Uma semana depois da tragédia de El Paso, no estado americano do Texas, foram realizadas cerimônias dos dois lados da fronteira em homenagem aos 22 mortos e aos 24 feridos.

Dezenas de pessoas marcharam pelas ruas de El Paso. O movimento foi organizado pela Liga dos Cidadãos Latinos Unidos. Metade dos feridos continua internada. Em Ciudad Juárez, no México, uma missa de sétimo dia lembrou a tragédia.

“Não devemos cair no desespero e naquilo que não tem sentido. Hoje temos de agir mais ainda a favor da união, do respeito, da paz, da convivência, da aceitação mútua”, declarou o bispo da cidade mexicana, José Guadalupe Torres, durante a homilia.

“Eu não sou ninguém para perdoar. Se ele estivesse perto de mim, eu diria: ‘Você sabe que errou e que Deus te perdoe, porque eu não perdoo”, disse uma fiel que assistiu à missa.

Em frente à Casa Branca, em Washington, um protesto pacífico pediu a reforma da lei das armas. A concentração foi organizada por membros da comunidade de El Paso. A manifestação foi seguida por uma vigília para homenagear as vítimas do jovem de 21 anos que abriu fogo num hipermercado com o objetivo de matar o maior número possível de mexicanos.

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