Sobreviventes de Auschwitz e autoridades israelenses lembraram nesta segunda-feira os 69 anos da liberação de um dos maiores campos de concentração nazista em uma cerimônia que incluiu um grande grupo de parlamentares israelenses. O evento foi realizado no memorial Auschwitz-Birkenau no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar os cerca de seis milhões de vítimas do holocausto. Apenas em Auschwitz, cerca de 1,5 milhão de judeus foram exterminados.

Ex-prisioneiros de campos de concentração nazistas e membros de uma delegação do Knesset, o Parlamento de Israel, visitaram o campo e participaram da cerimônia. O líder da oposição israelense, Isaak Herzog, disse que os parlamentares vieram em grande número "não apenas para chorar, mas também para ficarem cientes de que este tipo de horror pode acontecer novamente".

Em Berlim, parlamentares alemães prestaram homenagem às vitimas do Cerco a Leningrado, em evento que faz parte das cerimônias em memória das vitimas do holocausto. O cerco começou em setembro de 1941, três meses após os nazistas alemães terem lançado a Operação Barbarossa contra a União Soviética.

O Cerco a Leningrado determinado por Hitler durou 900 dias, de 8 de setembro de 1941 a 27 de janeiro de 1944, nos quais os três milhões de habitantes da cidade permaneceram sitiados. Durante todo este tempo a cidade enfrentou problemas de desabastecimento de alimentação e energia. A intenção de Hitler era arrasar a cidade com bombardeios e impedir a saída de seus habitantes até a sua total extinção pode meio da fome e frio. Cerca de um milhão de civis e um número similar de soldados russos morreu antes de o bloqueio ser finalmente quebrado em 27 de janeiro de 1944. Fonte: Associated Press.