A vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para combater o novo coronavírus, é segura e induziu resposta imune forte nos voluntários. Conforme agências internacionais, o estudo publicado nesta sexta-feira (4) na revista científica The Lancet destaca, porém, refrorça que mais investigações são necessárias para comprovar a eficácia da dose.

O estudo, que apresenta resultados referentes às fases 1 e 2, indica que a vacina não causa efeitos adversos, sendo capaz de produzir os anticorpos no organismo. 

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19, em 11 de agosto. A Sputnik V é uma criação de cientistas do Instituto Gamaleya. O registro foi anunciado pelo presidente Vladimir Putin, mas gerou desconfiança por parte da comunidade científica. 

A imprensa internacional frisou que pesquisadores alertam que uma vacina desenvolvida de maneira precipitada pode ser perigosa, uma vez que a fase final dos testes (3) — que normalmente dura meses e envolve milhares de voluntários — começou recentemente.

Pesquisa

Foram feitos dois estudos com 38 voluntários cada (76 no total) e, segundo os pesquisadores, não foram verificados efeitos colaterais sérios até 42 dias depois da imunização. Os participantes foram testados entre 18 de junho e 23 de agosto.

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