O investimento no comércio eletrônico tem se confirmado como uma escolha certeira para várias empresas do varejo em Belo Horizonte. Supermercados, lojas de materiais de construção e de roupas da capital já aumentaram seu faturamento em mais de 150% depois de iniciarem as vendas por meio da internet.

O movimento acompanha a tendência nacional, que em 2014 foi de alta de 24% em relação a 2013, com inclusão de 10,2 milhões de compradores, segundo levantamento da consultoria E-bit. Ao todo, o setor movimentou no último ano R$ 35,8 bilhões no país, sendo que Minas Gerais foi responsável por 11,4% desse faturamento.

Em Belo Horizonte, o Super Nosso em Casa, do grupo Super Nosso, realizou a entrega de mais de 140 mil produtos vendidos via comércio eletrônico somente no mês de dezembro. O investimento de R$ 1,5 milhão no sistema de vendas virtuais gerou para a empresa um faturamento 165% maior do que o do mesmo período de 2013.

“Temos mais de 11 mil produtos disponíveis para a venda on-line e estamos atendendo a demandas de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, a equipe dedicada à gestão do e-commerce já conta com mais de 80 pessoas e tende a aumentar”, comenta o gerente de marketing digital e e-commerce do Super Nosso, Alex Prado.

O investimento da Loja Elétrica na estrutura de comércio eletrônico foi de R$ 300 mil. A empresa, que está em atividade desde 1947, está há quatro anos realizando vendas virtuais para todo o território nacional.

Hoje, a Loja Elétrica já possui um mix de mais de 8 mil produtos disponíveis na loja virtual. De toda a demanda atendida, somente 30% estão concentrados em Belo Horizonte. “A logística é a etapa mais trabalhosa de todo o processo. Para atender a todo o Brasil com qualidade usando os Correios há sempre um risco, mas a demanda é crescente”, comenta a supervisora de e-commerce da Loja Elétrica, Caroline Matos.

Há 27 anos no mercado da moda e com quatro lojas em bairros nobres de Belo Horizonte, a Água Fresca Lingerie também busca expandir o alcance com as vendas virtuais. A loja comandada pela empresária Juliana Moraes investiu R$ 250 mil em estrutura para e-commerce e almeja conquistar clientes em todo o país.

“A loja virtual entrou no ar em dezembro e, desde então, percebemos um aumento da procura. Esperamos aumentar as vendas em, no mínimo, 20%. Vamos oferecer uma soma para o mix que já possuímos nas lojas físicas com um trabalho muito bem elaborado, já que a concorrência é bastante forte”, diz Juliana.

100% Virtual

A moda feminina também foi a razão da criação da Atele, que já nasceu com o intuito de atuar exclusivamente no meio virtual. No entanto, a demanda levou a loja a criar também um espaço físico para receber clientes, conforme explica a empresária Daniele Magalhães.

“Como temos um público com idades variadas, percebemos que as pessoas mais maduras gostavam de experimentar as peças antes de realizar a compra. Então passamos a recebê-las com horários marcados. Investimos R$ 120 mil e desde novembro de 2013 já tivemos um crescimento de mais de 200%”, comemora Daniele.