Aos 27 anos, a auxiliar de escritório Fabiana Zeferino começou a sentir os primeiros sinais do que, em pouco tempo, se transformou em um problemão. Pequenos vasinhos avermelhados nas pernas, sensação de queimação e dormência eram alguns dos sintomas que causavam incômodo ao longo do dia.

As marcas evoluíram, rapidamente, para veias visivelmente grossas e tortuosas, aparentes sob a pele. Uma única visita ao médico e o diagnóstico preciso: varizes.

A doença, considerada crônica no Brasil por especialistas, acomete milhões de pessoas em todo o país. Um quarto da população sofre do mal, conforme a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular da Regional Minas Gerais (SBACV-MG).

O tratamento de Fabiana foi cirúrgico, já que o problema estava em estágio avançado.

O presidente da SBACV-MG, Leonardo Ghizoni Bez, esclarece que as varizes podem ser desencadeadas por dois motivos principais: hereditariedade e estilo de vida. “Em muitos casos, a pessoa já está predisposta, em outros, a doença pode estar relacionada ao posicionamento das pernas ao longo do dia, muito tempo de pé ou sentado, por exemplo, e ainda a fatores como sedentarismo e sobrepeso”, enfatiza.

No caso de Fabiana, o histórico familiar falou mais alto. Pais e tios já haviam apresentado o problema no passado. Hoje, um ano após a cirurgia, os sintomas desapareceram, mas os cuidados com a doença são constantes. “A recuperação foi lenta, durou cerca de dois meses, e ainda sinto dificuldade para fazer alguns movimentos. O resultado também não ficou 100%, mas os incômodos de antes desapareceram”, detalha.

A engenheira Patrícia Gebauer, de 41 anos, também trata, há um ano, do mesmo problema. O sedentarismo e o peso acima do ideal foram os fatores responsáveis pelo surgimento das varizes. “Iniciei o tratamento comum, com aplicação, mas percebi que o resultado era lento e pouco eficaz. Parti, então, para o procedimento a laser, que tem efeitos mais rápidos e visíveis”, conta.

O cirurgião vascular e angiologista José Marcelo Coutinho de Melo, proprietário da clínica Lumière Laser, especialista em medicina vascular, em Belo Horizonte, pontua que os tratamentos são diversificados. “É preciso investigar a causa, o grau do problema para, só então, apontar o melhor método de tratamento”, afirma.

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