O vereador Cláudio Duarte (PSL), suspeito de liderar um esquema conhecido como rachadinha em seu gabinete, no qual servidores devolvem parte do salário, prestará depoimento à comissão processante na Câmara Municipal de Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (10).

O parlamentar foi preso pela Polícia Civil, em 2 de abril, após um ex-funcionário alegar que devolvia parte do salário ao vereador. Ele foi solto dez dias depois. No inquérito policial, Duarte foi indiciado juntamente com mais sete pessoas por peculato e organização criminosa.

O vereador também foi indiciado por obstrução de justiça, pois, segundo a Civil, teria orientado servidores a mentirem durante as investigações. Os investigadores acreditam que o esquema teria se beneficiado de algo em torno de R$ 1 milhão desde janeiro de 2017, quando o parlamentar, em primeiro mandato, foi empossado.

Cópia do inquérito já foi enviada à Câmara Municipal, onde uma comissão processante foi criada para analisar o caso.

A comissão, que é formada por três vereadores - Coronel Piccinini (PSB), Mateus Simões (Novo) e Reinaldo Gomes (MDB) - já ouviu as testemunhas de acusação e defesa. As testemunhas indicadas por Duarte negaram o esquema da rachadinha. O parlamentar também vem negando patrocinar o esquema.

A expectativa da comissão é que o relatório que irá sugerir inocência ou culpa do parlametar fique pronto nos próximos dias e que, no primeiro dia de julho, o texto seja apreciado em plenário. Para perda de mandato, são necessários ao menos 28 votos dos 41 vereadores.

A reportagem não conseguiu contato com o vereador neste domingo.