Após o prefeito Alexandre Kalil criticar parte do empresariado que considera a outorga onerosa, prevista no projeto do Plano Diretor de Belo Horizonte, um novo imposto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e o vereador Gabriel Azevedo (PHS) resolveram interpelar judicialmente o prefeito.

Nesta quarta-feira (22), o vereador do PHS protocolou no Ministério Público um pedido de investigação por improbidade administrativa contra Kalil. A alegação é a de que o chefe do Executivo foi omisso “ao afirmar que tem conhecimento de prática de corrupção ativa, tipificado no Código Penal no artigo 333, dentro do ambiente da Câmara dos Vereadores e da Prefeitura de Belo Horizonte”, sem enumerar os eventuais suspeitos de corrupção.

No dia anterior, em entrevista coletiva, Kalil insinuou que empresários teriam tentando comprar a prefeitura e a Câmara dos Vereadores para que houvesse mudanças na proposta do Plano Diretor.

Já o diretor da área Imobiliária do Sinduscon-MG, Ricardo Catão, disse que analisa junto ao departamento jurídico do sindicato as “medidas cabíveis” contra o prefeito. “Ficamos surpresos com as coisas que ele (o prefeito) colocou. Estamos acionando o jurídico para ver a possível intervenção judicial ao prefeito porque as colocações dele são muito graves”, disse Catão.

Procurada, a Prefeitura de BH não respondeu à reportagem.

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