A possibilidade de retorno de jatos ao Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, o Aeroporto da Pampulha, causou insatisfação e medo em quem mora na região. Unidos pelo movimento “Mais Voos, Aqui Não”, formado pelas associações de 15 bairros, os moradores protocolaram denúncias no Ministério Público Federal e Estadual de Minas Gerais. A maior apreensão é com relação aos impactos ambientais e falta de segurança.

Nesta quinta-feira (26), as lideranças irão se reunir para mapear os principais impactos da região com o retorno dos voos de maior porte. A intenção é apresentar o mapeamento durante audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na próxima quarta-feira, 3 de dezembro, às 13 horas.

Segundo os moradores, a possível decisão da ANAC de liberar os voos é arbitrária, pois nenhum vizinho foi consultado por qualquer órgão público, companhias áreas ou instituições responsáveis por regulamentar operações em aeroportos. Eles alegam ainda que não foram apresentados à população de Belo Horizonte estudos de viabilidade social, econômica, ambiental, viária e de segurança, que justifiquem as operações no Aeroporto da Pampulha.

“Nosso sentimento é de medo, visto que o aeroporto não oferece estrutura necessária para operar em segurança”, afirma a presidente da Associação dos Moradores do Bairro Santa Amélia, Maria Catharina Ladeira.

Além do Santa Amélia, fazem parte do movimento “Mais Voos, Aqui Não” as associações dos bairros Aeroporto, Jaraguá, Santa Rosa, Dona Clara, Liberdade, Indaiá, Santa Branca, São Bernardo, São Tomás, São Luiz, São José, Jardim Atlântico, Planalto e Minaslândia (este último o bairro onde ocorreu o acidente fatal com um bimotor, em junho deste ano). Os moradores estão engajados numa petição online, que pode ser assinada por meio do site: www.maisvoosaquinao.com.br.