Os deputados estaduais de Minas Gerais adiaram para esta terça-feira (17) a reunião extraordinária para tentar votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 49) que obriga o Estado a pagar o piso nacional da educação para os servidores da área.

Porém, antes disso será preciso limpar uma pauta de 12 vetos do Executivo a propostas aprovadas no ano passado pelo Legislativo. 

Na noite desta segunda-feira (16), dia previsto para a votação, professores da rede estadual e sindicalistas lotaram as galerias e fizeram muito barulho, durante o pronunciamento do líder do bloco oposicionista Verdade e Coerência, deputado Gustavo Corrêa (DEM), ainda durante a discussão do Veto Parcial à Proposição de Lei 23.882. Após muitas interrupções dos servidores, o deputado abandonou a tribuna e pediu a suspensão da reunião. 

Obstrução

Gustavo Corrêa, que falou pouco mais de 15 minutos, afirmou que não é desejo dos deputados de oposição prejudicar qualquer categoria profissional, mas confirmou o processo de obstrução. Segundo o deputado, a obstrução só será cessada após acordo com a base governista. A condição imposta, conforme disse, é garantir o pagamento integral e em dia dos servidores estaduais. “Temos responsabilidade com os mineiros”, justificou.

O parlamentar começou a ler a mensagem do governador encaminhando o veto, mas desistiu de continuar a discussão, em função do barulho na galeria. Até chegou a ameaçar solicitar a evacuação das galerias, mas acabou abandonando a tribuna.

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