Não escondo que o Golf GTI foi um dos carros mais legais que já guiei (atrás do BMW M2, obviamente). Mesmo longe de ser o mais potente e visceral, foi certamente um dos esportivos mais bem ajustados que pude testar. Sua aposentadoria, em 2019, deixou um buraco, preenchido temporariamente pelo híbrido GTE (de geração passada), pois a nova geração acaba de ser revelada e será a estrela da marca no Salão de Genebra, que abre suas portas na próxima semana. 

O novo GTI chega com a estranha carranca da nova geração. O Golf em si é bem mais feio que seu antecessor e o GTI é definitivamente o mais feio de sua história, com sua bocarra vazia e bico murcho, como se tivesse dado com a fuça no muro.

Por outro lado, ficou mais bravo (mesmo que parece que tenha levado uma surra). Seu motor TSI 2.0 turbo teve a potência recalibrada para 245 cv, contra 230 cv de seu antecessor. O torque também subiu de 35 mkgf para 37,7 mkgf, o que deixou o hatch ainda mais nervoso.

Sua transmissão de série é manual de seis marchas, mas ele pode receber caixa de dupla embreagem e sete marchas, com acionamento por uma diminuta alavanca no console, como no novo Porsche 911.

Por dentro, o GTI mantém a tradição dos bancos com revestimento parcial em tecido xadrez. O painel tem estilo limpo, com difusores do ar-condicionado integrados às molduras. 

Ao mesmo tempo, a imensa tela do multimídia, de 10,25 polegadas, serve de acesso às funções internas do carro como refrigeração, navegação entretenimento, conexão e também para auxílio de manobra. 

Completam o visual o quadro de instrumentos digital e a iluminação interna com cerca de 30 opções de cores, que fazem do GTI uma verdadeira boate quando a noite cai.

GTE e GTD
Junto do GTI, a VW também leva para Genebra as versões diesel e híbrida do esportivo. O GTD conta com motor 2.0 turbodiesel de 200 cv e 40 mkgf de torque, associado a caixa automática. Já o GTE combina o motor 1.4 de 150 cv com módulo elétrico que eleva a potência para 242 cv.

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