O mercado de caminhões tem uma vasta gama de opções. São modelos que vão desde os compactos VUC, sigla para Veículo Urbano de Carga, até os gigantescos extrapesados acima de 70 toneladas de peso bruto total combinado (PBTC). No Brasil, o Grupo Volkswagen entrou nesse segmento com a MAN, sua marca de transporte na Europa. Ela trouxe carros extremamente potentes para puxar muito peso. Mas uma coisa é um caminhão desenvolvido para a Europa, outra coisa é um carro pensado para as estradas lunares do Brasil. E para resolver a questão, a VW Caminhões acaba de apresentar o Meteor.

Em linhas gerais, o Meteor seria um MAN TGX, capaz de rodar bem em rodovias que não têm o “padrão paulista” de pavimentação, como regiões agrícolas no interior do país. Afinal, o Brasil tem apenas 13% da malha pavimentada, segundo a CNT. E precisamos admitir que não é exemplo de qualidade. 

O Meteor será vendido em duas versões: 29.520 6x4 E 28.460 6X2. Ambos são equipados com motor MAN D26 13 litros, que foi ajustado para 520 cv e 250 mkgf de torque, na versão 6x4. A versão tem poder para rebocar implementos de até nove eixos e PBTC de até 74 toneladas. 

Já o 28.460 conta com a versão de 460 cv e 230 mkgf, além de tração 6x2. No entanto, os dois caminhões são equipados com transmissão automatizada ZF Taxon, oferecidas com 12 ou 16 marchas.

Segundo a marca, o motor foi desenvolvido no Brasil. Ele recebeu 1.000 novas peças, com objetivo de garantir força, mas também durabilidade diante das condições de uso brasileira, assim como para o uso de biodiesel. Clima, poeira, qualidade do diesel e outras questões foram levadas em consideração.

Os grandalhões são equipados com dois tanques, com capacidades que variam de 630 litros (dois de 315l, em plástico) a 940 litros (dois de 470l, em alumínio), de acordo com o entre-eixo escolhido. Com exceção do off-road, todos são de alumínio. Já o tanque para o aditivo de tratamento de resíduos Arla 32, tem capacidade para 100 litros.

Assim a VW Caminhões pretende conquistar o frotista que precisa de carros extrapesados com a promessa de menor custo operacional. Afinal não basta ser grande, tem que dar conta do recado.