O aplicativo de mensagens WhatsApp, da empresa americana Facebook, deixará de aplicar a taxa de assinatura de US$ 1, cobrada após um ano do uso do serviço, e será gratuito, informou um dos criadores e presidente-executivo do aplicativo, Jan Koum, durante a conferência Digital-Life-Design (DLD), em Munique, na Alemanha, nesta segunda-feira (18).

"Estamos felizes de anunciar que o WhatsApp não irá mais cobrar taxa de assinatura", explicou o ucraniano que aproveitou para anunciar também que o serviço de mensagem chegou a 990 milhões de usuários em todo o mundo – há dois anos, no mesmo evento, Koum anunciava que o app atingia a marca de 430 milhões.

"Conforme crescemos, descobrimos que essa abordagem não funcionou bem. Muitos usuários do WhatsApp não têm cartão de débito ou crédito e ficavam preocupados em perder acesso a seus amigos e família após seu primeiro ano. "Nós não queremos que ninguém tenha sua comunicação cortada por causa de um problema de cartão de crédito", explicou Jam Koum.

Conforme comunicado no site da empresa, nas próximas semanas vão remover as taxas das diferentes versões do aplicativo, e que mesmo com a retirada das taxas, não pretende introduzir anúncios no aplicativo. No entanto, disse que a partir deste ano, testará ferramentas que permitirão aos usuários utilizar o WhatsApp para se comunicar com empresas e organizações que desejarem.

"Isso pode significar se comunicar com seu banco sobre se uma transação recente foi fraudulenta, ou com uma companhia aérea sobre um voo atrasado", enfatiza.

Sem reembolso

As cobranças cessarão imediatamente, mas as ferramentas de pagamento poderão demorar algumas semanas para serem removidas de todas as versões do aplicativo. No Brasil, os anúncios do serviço para Android, iOS e Windows Phone ainda exibiam a informação sobre a anualidade.

(*) Com agências