O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu durante o seminário internacional sobre mineração, barragens e destinação de rejeitos, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (17), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a dinamização da economia do Estado em detrimento da supremacia da mineração. Além disso, ele também disse que espera que a tragédia de Brumadinho "venha a agregar para o futuro do Estado". 

Ao abrir o seu pronunciamento durante o evento, Zema disse que está dando início à "era pós-tragédias em Minas Gerais". "Brumadinho será a última tragédia, aqui em Minas. Pelo menos, não irá ocorrer repetição deste fato tão lastimável", afirmou. 

Segundo ele, atualmente, há tecnologias e recursos disponíveis capazes de viabilizar a mineração e, ao mesmo tempo, evitar tragédias como o rompimento das barragens da Vale, em Brumadinho; e da Samarco, em Mariana. 

"A mineração no nosso Estado precisa ser repensada porque é uma atividade extremamente relevante para o país e para Minas. 40% das exportações de minério no Brasil estão aqui. O setor representa 25% da nossa indústria e 5% da nossa economia, e o minério de ferro tem um grande peso nisso", detalha. 

Para o governador, a mineração passou por uma demonização após as tragédias, mas "o que ocorreu de negativo tem que ser revertido em positivo", e a solução seria reduzir a burocracia. 

"Temos que lamentar as vítimas, mas não podemos conviver com o passado, temos de olhar para o futuro. Com isso, queremos que a economia venha a se diversificar mais. A mineração sempre foi e continuará importante, mas outras atividades precisam surgir e dinamizar a nossa economia. Temos que mudar a mentalidade reinante no Brasil de que mais regulamentação, mais leis, é que proporcionam melhor desempenho. Burocracia não gera bons resultados, costuma, às vezes, impedir", finalizou. 

Leia mais:
Em Nova Lima, ministro confirma negociação para converter multas da Vale em 'investimentos'
Segurança e tecnologia devem guiar futuro da mineração no Estado, diz Romeu Zema