Durante a cerimônia de posse, que consagrou o empresário Romeu Zema (Novo), de 54 anos, como novo governador de Minas Gerais, o gestor disse que será preciso “cortar na carne” para garantir a retomada do crescimento no Estado. 

No discurso feito durante a solenidade, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na manhã desta terça-feira (1º), o novo chefe do Executivo mineiro disse que a situação do Estado é de falência. 

“A falta de austeridade dos últimos anos levou o Governo de Minas a um ponto sem volta. A previsão de déficit nas contas públicas ultrapassa os 30 bilhões de reais em 2019. E, se nada for feito, passará de 100 bilhões nos próximos anos”, disse. 

Zema ressaltou ainda que devem ser feitas reformas administrativas e fiscais para que os servidores voltem a receber em dia. 

“Passaremos por tempos difíceis, em que reformas administrativas e fiscais terão de ser levadas adiante, para que os servidores possam receber seus salários conforme determina a lei, o mais tardar até o quinto dia útil do mês seguinte”, afirmou. 

Durante pronunciamento à imprensa, no início da cerimônia de posse, o governador eleito destacou que contará com a ajuda de todos os mineiros para dar fim às mordomias e reduzir despesas. 

“Vamos cortar mordomias, luxo e desperdício, fazer mais do que qualquer outro governo de Minas fez. Vamos acabar com cabides de emprego e cargos de indicação política. Precisamos enxugar a máquina, oferecer condições para que o servidor consiga exercer sua função no atendimento à população. Para isso, todos nós teremos de fazer sacrifícios, pois o Estado está falido. Precisamos de união, um pacto por Minas Gerais, de cooperação e união de todas as classes, poderes e cidadãos, sem distinção”, afirmou.

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