Romeu Zema (Novo) e mais 19 governadores divulgaram, nesta segunda-feira (20), uma carta respondendo as acusações de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre os aumentos no preço da gasolina. Mesmo sem citar o nome do presidente, os chefes dos executivos atribuíram os reajustes a "um problema nacional".

No início de setembro, Bolsonaro informou que entraria com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a maneira que os Estados cobram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. O presidente havia afirmado que o aumento de preços é consequência da cobrança dos impostos estatais.

No último sábado (18), o mandatário disse que o litro da gasolina é vendido nas refinarias por cerca de R$ 1,95. "Se está R$ 6, R$ 7 o litro, o que é um absurdo, e o imposto federal na casa de R$ 0,70, vamos ver quem é o vilão nessa história”. Contudo, os governadores apontam que nenhum Estado aumentou o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período.

Além de Zema, a carta também foi assinada por Rui Costa (PT-BA), Claudio Castro (PL-RJ), Flávio Dino (PSB-MA), Helder Barbalho (MDB-PA), Paulo Câmara (PSB-PE), João Dória (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Eduardo Leite (PSDB-RS), Camilo Santana (PT-CE), João Azevedo (Cidadania-PB), Renato Casagrande (PSB-ES), Wellington Dias (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN), Renan Filho (MDB-AL), Belivaldo Chagas (PSD-SE), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Waldez Góes (PDT-AP).

Confira a carta na íntegra:

"Os Governadores dos Entes Federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum Estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período. Essa é a maior prova de que se trata de um problema nacional, e, não somente, de uma unidade federativa. Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema."

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