
Minas vai reforçar as ações de prevenção, enfrentamento e controle da dengue, zika e chikungunya em meio ao período de chuvas - época de maior transmissão das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti. Entre as ações previstas estão ampliação do uso de drones, fortalecimento de equipes de vigilância, criação de mais salas de hidratação e novos equipamentos para aplicar inseticidas (fumacê).
Apesar de informar que o combate contra as arboviroses será ampliado, o Estado não detalhou os números, apenas o investimento total, que será de R$ 210 milhões.
“É importante lembrar que este é o momento da infestação do Aedes aegypti. Ele precisa de água parada, chuva e calor. Estamos exatamente nessa época. Vamos lembrar que estamos iniciando um dos janeiros mais chuvosos dos últimos anos. Portanto, temos que nos preparar para este momento”, disse o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
Segundo o chefe da pasta, o Estado encerrou 2025 com uma “queda expressiva” nos casos de arboviroses, em especial de dengue. Foram 118 mil casos prováveis, redução de 92% em relação a 2024. No mesmo período, o Estado teve 17.803 casos de chikungunya e 26 de zika.
“O ano passado foi um ano de grande queda de casos; conseguimos controlar bem, e esperamos que este ano seja assim também. É um trabalho em conjunto, e estamos adiantados nesse preparo desde setembro. Contudo, agora que a chuva chegou de verdade, precisamos que cada um dedique alguns minutinhos da semana para cuidar da casa”, afirmou o secretário.
Além da ampliação das ações de prevenção contra o mosquito, Baccheretti reforçou a importância da vacinação contra a dengue. O secretário citou o primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, que deve ser disponibilizado no fim de janeiro.
“Temos uma vacina ainda com poucas doses, mas uma nova vacina está chegando agora, e nós temos que estar vacinados. Contudo, a dengue é um trabalho coletivo, visto que mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro de nossas casas”, completa.
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