Alerta na saúde

Minas deve registrar 93 mil novos casos de câncer por ano até 2028, aponta Inca

Projeção do Inca indica que próstata e mama lideram incidência no estado; no Brasil, número pode chegar a 781 mil diagnósticos anuais

Ana Luísa Ribeiro*
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 04/02/2026 às 15:55.Atualizado em 04/02/2026 às 16:26.
 (Pixabay/Divulgação)
(Pixabay/Divulgação)

Minas deve registrar 93.390 novos casos de câncer por ano até 2028, com destaque para os tumores de pele, próstata e de mama, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Os dados fazem parte da publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, elaborada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev/Inca), e reforçam o impacto da doença no Estado e no país.

De acordo com o levantamento, Minas apresenta uma das maiores projeções absolutas de novos casos, refletindo tanto o envelhecimento da população quanto desafios relacionados à prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.

Incidência de Câncer em Minas 

Considerando todos os tipos de câncer, a projeção para o Estado aponta os seguintes números de novos casos, entre 2026 e 2028:

  • Pele não melanoma: 34.890 casos
  • Próstata: 10.290 
  • Mama feminina: 8.430 
  • Outras localizações*: 8.320 
  • Cólon e reto: 6.160 
  • Traqueia, brônquio e pulmão: 3.580 
  • Estômago: 2.470 
  • Cavidade oral: 2.190 
  • Esôfago: 2.030 
  • Glândula tireoide: 1.690 
  • Colo do útero: 1.610 
  • Bexiga: 1.460 
  • Linfoma não Hodgkin: 1.420 
  • Sistema nervoso central: 1.350 
  • Pâncreas: 1.260 
  • Laringe: 1.140 
  • Leucemias: 1.130 
  • Fígado: 1.070 
  • Corpo do útero: 920 
  • Ovário: 890 
  • Pele melanoma: 760 
  • Linfoma de Hodgkin: 330 

* Câncer de outras localizações são tumores que se espalham para órgãos distantes do local original, principalmente para ossos, fígado e pulmão

Quando excluídos os tumores de pele não melanoma - que têm alta incidência, mas baixa letalidade -, os cânceres de próstata e mama seguem como os mais frequentes no estado.

Cenário nacional

No Brasil, a projeção é ainda mais expressiva. Segundo o Inca, o país deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano no período de 2026 a 2028. A doença já se aproxima das enfermidades cardiovasculares como principal causa de morte no país.

Entre os homens, os tipos mais comuns são:

  • Próstata (30,5%)
  • Cólon e reto (10,3%)
  • Pulmão (7,3%)
  • Estômago (5,4%)
  • Cavidade oral (4,8%)

Entre as mulheres, predominam:

  • Mama (30%)
  • Cólon e reto (10,5%)
  • Colo do útero (7,4%)
  • Pulmão (6,4%)
  • Tireoide (5,1%)

O Inca aponta ainda desigualdades regionais importantes. O câncer de colo do útero é mais frequente no Norte e Nordeste, enquanto tumores associados ao tabagismo, como pulmão e cavidade oral, têm maior incidência no Sul e Sudeste.

Já o câncer de cólon e reto preocupa por apresentar crescimento contínuo, relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo e exposição precoce a riscos.

*Com informações da Agência Brasil

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