Suspeito de tiroteio nos EUA foi detido duas vezes nos últimos quatro meses

Estadão Conteúdo
19/06/2015 às 15:06.
Atualizado em 17/11/2021 às 00:33
 (CHUCK BURTON/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

(CHUCK BURTON/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Quatro meses antes do tiroteio que matou nove pessoas negras em uma igreja nos Estados Unidos, o principal suspeito até o momento, Dylan Roof, de 21 anos, foi detido em um shopping por porte de drogas, depois de ter caminhado pelo estabelecimento vestido de preto e fazendo perguntas estranhas aos funcionários. Dois meses depois, ele foi novamente detido por ter violado uma restrição de um ano sem poder entrar no shopping.

Na primeira vez, o relatório da polícia do dia 28 de fevereiro diz que Roof passou em duas lojas fazendo perguntas como quantas pessoas trabalhavam no local, o horário de fechamento da loja e o horário em que os funcionários deixavam o trabalho. O relatório afirma ainda que o jovem estava nervoso e que se sentia pressionado pelos seus pais para conseguir um emprego, embora não tenha se candidatado para nenhuma vaga.

O tiroteio ocorreu na noite de quarta-feira, na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, em Charleston, no Estado da Carolina do Sul. O jovem foi detido ontem, na Carolina do Norte, enquanto dirigia um carro na estrada de Shelby. A polícia de Charleston ainda está à procura do criminoso, que, segundo testemunhas, seria branco e teria cerca de 20 anos de idade, de acordo com o chefe da polícia da cidade, Gregory Mullen.

Hoje ainda, a governadora da Estado, Nikki Haley, disse que o responsável pelo tiroteio deve receber a pena de morte. "Nós absolutamente queremos que o criminoso seja penalizado com a morte", disse, em entrevista a uma emissora de televisão. Fonte: Associated Press.
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