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Confira como é guiar o Audi e-tron Sportback de quase R$ 800 mil

Marcelo Jabulas
@mjabulas
30/07/2022 às 09:39.
Atualizado em 01/08/2022 às 11:29
 (Marcelo Jabulas)

(Marcelo Jabulas)

Carros elétricos cada vez mais ganham espaço no mercado de automóveis. Até mesmo no Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) só no primeiro semestre de 2022 foram vendidos 20.427 unidades eletrificadas.

Ou seja, um bolo que conta com elétricos, híbridos e híbridos leves. Os 100% elétricos são minoria, mas estão ganhando terreno. E diante desse cenário, fomos cumprir com tarefas mundanas a bordo do Audi e-tron Sportback, o SUV cupê alemão, que na etiqueta da concessionária costa nada menos que R$ 785 mil.

O e-tron Sportback é um carro exótico por diferentes motivos. A começar pelo nome em letras minúsculas e também por ser elétrico. Ao se posicionar no posto de comando, apertar a tecla START, como num videogame e não ouvir nenhum ruído é curioso. 

Aqui no HD Auto já testamos vários elétricos, inclusive o Volvo XC40 Recharge, que nem botão de partida tem. Mas sempre é algo que gera estranhamento.

A segunda peculiaridade desse carro está nos retrovisores. O e-tron pode ser equipado com câmaras no lugar dos espelhos. As imagens são projetadas em duas telas instaladas perto do puxadores das portas. 

Demora um pouco, na verdade demora bastante, para se habituar em olhar para baixo da janela e não para fora dela para enxergar o que acontece nas laterais. Não foi a primeira vez que guiamos o e-tron, mas sempre há um susto em não encontrar os espelhos. 

Baterias

O SUV é equipado com baterias de 95 kWh que garantem 446 km de autonomia. Elas alimentam os dois motores elétricos (montados em cada um dos eixos) que geram 408 cv e 67,7 kgfm de torque combinados.

A porrada que esse carro dá quando se pisa com força no acelerador é de fazer inveja nos superesportivos da marca como o próprio R8 V10 Plus. A velocidade que os elétricos entregam torque é muito mais rápida que o V10 Lamborghini do supercarro.

Retiramos o carro com menos de 75% da carga. No quadro de instrumentos marcavam 200 km de autonomia. Mas o gráfico faz uma média da forma que se conduz o carro.

Por exemplo, quando se ativa o modo esportivo, ele libera um percentual extra de potência. Já nos demais modos, o sistema limita a entrega de força, justamente para poupar as baterias.

Regeneração

Além disso, o e-tron conta com sistema de regeneração em movimento, como na maioria dos elétricos. Mas, ao contrário da função One Pedal, que aplica frenagem (que na verdade é o motor elétrico gerando fricção para gerar carga e não propriamente os discos de freio em ação) sempre que se tira o pé do acelerador o SUV permite acionar pelas borboletas níveis dessa resistência do motor. 

Ele não chega a imobilizar o carro em velocidades mais elevadas, mas aplica o freio motor que reduz gradativamente a velocidade e também recupera parte da autonomia.

Numa noite descemos pelo Anel Rodoviário, da altura do Olhos D’água até o Altos dos Pinheiros. Entramos na via com 147 km de autonomia e deixamos que Isaac Newton e o freio motor do e-tron mostrassem sua mágica. 

No final do trajeto tínhamos conseguido elevar a autonomia para 170 km. No dia seguinte chegamos ao mesmo destino com 150 km restantes. Claro que a carga estava baixando gradativamente, mas a forma eficiente de condução permite poupar energia.

Por dentro

O interior do e-tron Sportback tenta fazer jus ao preço nababesco do SUV. O carro conta com nada menos que cinco telas. Uma para quadro de instrumento, uma para multimídia, outra para o ar-condicionado e outras duas para os retrovisores. Na fileira de trás há um monitor digital para controle individual dos bancos traseiros.

O acabamento impressiona pelo uso de maneira, alumínio e muito couro. A iluminação interna também impressiona, principalmente durante a noite quando os filetes de LED mudam de cor de acordo com o modo de condução. Para completar, o teto solar panorâmico garante o luar estrelado na volta para casa.  O e-tron também oferece porta-malas generoso de 555 litros. 

O senão do e-tron Sportback e qualquer elétrico é a falta de infraestrutura de recarga. A Audi oferece seu ponto de carregamento para seus clientes e quem quiser “abastecer” o SUV também pode utilizar os eletropostos em estacionamentos e shopping. No entanto, é fundamental que o comprador de um elétrico instale uma Wallbox para não depender de pontos disponíveis.

O grande problema mesmo é o raio alcance para quem pretende viajar. É preciso saber se há pontos de recarga no destino, pois se a bateria esgotar ele levará uma eternidade para recarregar na tomada 220V.

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