
Ele pode ser considerado um fóssil vivo, como um crocodilo, e também é bastante feroz. Estamos falando do Dodge Durango SRT Hellcat Jailbreak. Contrariando o tempo, eletrificação, regras de emissões e tudo mais, esse SUV lançado em 2011 não quer saber de aposentar.
O Durango segue a mesma proposta dos programas Jailbreak aplicados anteriormente aos modelos Challenger e Charger: liberar combinações estéticas e de acabamento antes restritas pelas configurações de fábrica. A ideia é manter viva a essência malvada da marca que ficou eternizada por seus truculentos muscle cars.
O Durango é equipado com motor V8 Hemi 6.2, com compressor mecânico, que entrega nada menos 710 cv e 89,2 kgfm de torque.
O conjunto é complementado pela tração integral e o câmbio automático de oito marchas. Grandalhão, o Durango pode ser configurado com seis ou sete assentos. E a marca faz questão de frisar que se trata do SUV de sete lugares mais potente do mercado.
Perfumaria
A linha Jailbreak oferece seis opções de cores externas, incluindo o novo tom Green Machine, além de seis modelos diferentes de rodas de 20 polegadas. Também há pinças Brembo em múltiplos acabamentos, faixas no capô, inserções em preto brilhante e variações de tonalidades para os emblemas. A marca afirma que o pacote permite mais de seis milhões de combinações possíveis.
O interior também segue essa lógica. A Dodge disponibiliza revestimentos em couro Nappa ou misto de couro e Alcantara, cores distintas para cintos de segurança e visual ampliado para o painel com detalhes em fibra de carbono. Um emblema exclusivo identifica a versão Jailbreak. Entre os opcionais, há sistema de som premium de 19 alto-falantes, teto solar, volante em Alcantara e pacote de reboque.
Com produção limitada e foco no mercado norte-americano, já que não poderia ser homologado em vários mercados, o Durango SRT Hellcat Jailbreak mantém viva a testosterona dos muscle cars, mesmo que tenha carroceria de SUV. Ao mesmo tempo, o modelo mostra que a Stellantis ainda não tem um plano B para a Dodge, que ainda não foi capaz de reinventar na era da eletrificação, haja visto o fracasso do Charger elétrico.