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GWM lança, no Brasil, o primeiro híbrido plug-in flex do mundo

Marcelo Jabulas
@garagemdojabulas
Publicado em 04/05/2026 às 19:56.Atualizado em 04/05/2026 às 20:08.
GWM Tank 300 é o primeiro automóvel híbrido plug-in flex do mundo e já está a venda no Brasil, por R$ 342 mil (Marcelo Jabulas)
GWM Tank 300 é o primeiro automóvel híbrido plug-in flex do mundo e já está a venda no Brasil, por R$ 342 mil (Marcelo Jabulas)

BAODING (CHINA) - A GWM montou um estande gigantesco no Salão de Pequim, que praticamente ocupou um pavilhão inteiro do complexo de eventos da capital chinesa. A estrutura foi montada para abrigar marcas como Ora, Haval, Poer e Wey. Entre os anúncios estava o lançamento do primeiro conjunto híbrido plug-in flex do mundo e direcionado ao mercado brasileiro.

O powertrain já equipa a linha 2027 do Tank 300, SUV casca-grossa que a marca comercializa no Brasil. Ele conta com o mesmo motor 2.0 turbo combinado com conjunto elétrico e que entrega 394 cv e 76 kgfm de torque, que são distribuídos por uma caixa de nove marchas e sistema de tração 4x4.

Para “flexibilizar” o modelo, a GWM desembolsou cerca de R$ 16 milhões e tocou o projeto em conjunto com a Bosch. Itens como velas, linhas de alimentação, filtros foram substituídos, assim como a inclusão de sensor de etanol.

O conjunto elétrico segue o mesmo padrão da linha anterior, com bateria de 37,1 kWh. As células permitem rodar até 75 km, sem auxílio do motor a combustão, de acordo com o ciclo do Inmetro.

O carro já está à venda no Brasil, com preço sugerido de R$ 342 mil. Trata-se de um acréscimo de R$ 3 mil, em comparação com a linha anterior.

De resto, é o mesmo carro que já conhecemos no Brasil. O SUV oferece quadro de instrumentos digital, multimídia (com conexão para smartphones, câmera 360 graus, dentre outros recursos), climatização digital, assistentes de condução, bancos elétricos, teto solar, dentre outros recursos para fazer frente aos utilitários-esportivos do segmento médio.

Novos híbridos flex

A GWM anunciou que irá converter todos os seus motores a combustão para flex. A ideia é oferecer a tecnologia primeiramente no Brasil, onde há grande volume de produção e uso de etanol. Modelos como Haval H6, que é o principal produto da marca no Brasil também está na lista, mas como conta com versões plug-in e híbrido pleno (sem recarga externa), será necessário mais tempo para concluir o desenvolvimento.

Mas o investimento pode ser aproveitado em outros mercados como o Leste Asiático, que também consome etanol. A China já utiliza etanol misturado à gasolina, mas num percentual baixo, de apenas 10%. Mesmo assim, não deixa de ser uma tendência para o futuro, principalmente num cenário global de incertezas de fornecimento de petróleo.

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