Potente como AMG

Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico impressiona pela potência e autonomia

Marcelo Jabulas
@garagemdojabulas
Publicado em 22/04/2026 às 07:04.
Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico tem cara de Mercedes, desempenho de Mercedes, mas com muita tecnologia aprendida com os chineses (Mercedes-Benz/Divulgação)
Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico tem cara de Mercedes, desempenho de Mercedes, mas com muita tecnologia aprendida com os chineses (Mercedes-Benz/Divulgação)

Já se passaram quase duas décadas desde que a Mercedes-Benz iniciou seu processo de eletrificação. Os primeiros carros eram híbridos, como o S400 Hybrid, que a marca lançou no Brasil em 2010. Depois vieram os 100% elétricos da família EQ.

Todos representaram uma evolução gradual, mas tinham seus pecados: eram caros demais e pouco eficientes. Ou seja, o consumidor Mercedes não via razão em comprar Mercedes sem um motor... Mercedes.

E, para piorar, a chegada massiva dos elétricos chineses deixou claro que se for para aposentar o motor a combustão, que seja com o carro que ofereça maior autonomia e tenha o melhor preço. E nisso, os chineses são imbatíveis.

Nesse cenário, a MB se viu num dilema existencial: ela precisa eletrificar para atender os prazos estabelecidos para fim dos motores térmicos na Europa, mas seus EQs são ofuscados pelo brilho das demais estrelas com motores turbo, seja ele um compacto 2.0 ou um hipertrofiado V8.

A primeira mudança foi lançar um Mercedes com cara de Mercedes. A família EQ inaugurou um design exclusivo para separar o joio do trigo. Mas sabemos que separou até demais. Agora o novo Classe C, um dos modelos mais importantes da marca, chega em nova geração com versão 100%, com estilo muito próximo das versões híbridas e térmicas.

Para convencer o consumidor, a Mercedes instalou um conjunto que entrega 489 cv e cerca de 81 kgfm de torque. A marca declara aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 4 segundos.

Um número impressionante para um carro que pesa mais de duas toneladas e carrega uma imensa bateria de 94 kWh. As células prometem autonomia de 762 km, sendo que é possível recuperar até 325 km em 10 minutos, em uma estação de até 330 kWh em corrente contínua.

Por dentro, o destaque é o quadro de instrumentos com uma tela imensa que cobre todo o painel. Tudo está na tela, e, contrariando entidades de segurança trânsito, praticamente não há botões físicos. Apenas um pequeno teclado com luzes de alerta e acesso a ferramentas de segurança.

Assim, o Classe C é a promessa de que a Mercedes pode conseguir sobreviver à eletrificação. Mas para isso precisou aprender com os chineses como se faz, sem tirar um dos principais ativos de qualquer Mercedes: o desempenho.

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