
A atual geração do Peugeot 208 chegou ao mercado em 2020, no meio da pandemia. O carrinho estreava sua carroceria lindíssima, que se tornou uma febre na Europa. Mas o visual espetacular se resumia às versões topo de gama, como a elétrica e-GT.
No Brasil, a marca do leão optou por uma linha mais racional, sem todos os adereços do carro usado nos ensaios fotográficos no Velho Mundo. O 208 Active era a opção de acesso, sem o “dente de sabre” iluminado e muito menos faróis em LED. As rodas eram menores, com pneus mais gorduchos.
Ou seja, foi uma frustração que se compara a um hambúrguer do McDonalds, que nunca fica igual ao da foto do cartaz. Faltava viço ao leão.
Mas o tempo provou que esse leãozinho de juba modesta tinha seus predicados e pode ser uma opção de usado para quem quer um carro com menos de 5 anos e não pode ir além dos R$ 70 mil. Na Fipe, a cotação gira em R$ 66 mil.
O motor 1.6 de 118 cv é um velho conhecido do mercado. Ele entrega bom torque e é satisfatório na cidade e na estrada. Não é o motor mais moderno da praça, mas é menos delicado que unidades com injeção direta, turbo e outros recursos que sofrem com combustíveis adulterados vendidos no Brasil. A caixa automática de seis marchas garante o conforto no uso cotidiano.
Por dentro, o 208 Active é simples. Uma boa dica é procurar a versão Active Pack, que também era oferecida na época e trazia um pouco mais de refinamento. Mas não espere nada refinado.
O carrinho oferece direção elétrica, ar-condicionado, computador de bordo, multimídia (com conexão a cabo para smartphones), vidros e retrovisores elétricos. Trata-se de uma opção para o consumidor que não quer um carro muito rodado e ainda é receoso com as novas tecnologias sob o capô.