
A Renault apresentou oficialmente a nova geração do Duster, SUV que teve papel decisivo na consolidação do segmento no Brasil na década passada. Revelado inicialmente na Índia, o modelo passa por uma reformulação completa e adota soluções técnicas e visuais que indicam um reposicionamento estratégico da marca frente à concorrência cada vez mais qualificada do mercado nacional.
O novo Duster passa a utilizar a plataforma CMF-B, arquitetura global do grupo Renault que já serve de base para modelos recentes como o Kardian. O modelo é praticamente a versão matuta do Boreal vendido por aqui. A mudança representa um salto estrutural em relação à geração atual vendida no Brasil, permitindo maior rigidez, melhor integração eletrônica e a adoção de tecnologias de segurança ativa e assistência à condução mais avançadas.
No design, o SUV abandona as linhas arredondadas e assume um visual mais robusto e geométrico. A dianteira traz assinatura luminosa em LED redesenhada, grade mais larga e para-choque com maior destaque visual. Na traseira, as lanternas horizontais reforçam a sensação de largura, alinhando o modelo à identidade mais recente da Renault no mercado global.
O interior também foi totalmente reformulado. O painel adota duas telas digitais – uma para o quadro de instrumentos e outra para a central multimídia – com sistema baseado no ecossistema Google, oferecendo navegação integrada, conectividade ampliada e comandos por voz. O acabamento evolui em materiais e ergonomia, respondendo a críticas feitas à geração atual.
Na parte mecânica, o destaque é o motor 1.3 turbo a gasolina, com cerca de 160 cv, já conhecido do público brasileiro por equipar modelos da própria Renault e da Mercedes-Benz. A grande novidade, porém, é a confirmação de uma versão híbrida plena (HEV), combinando motor a combustão, dois motores elétricos e transmissão multimodo, solução voltada à redução de consumo e emissões.
Produzido na Índia, o novo Duster faz parte de um plano global da Renault voltado a mercados emergentes. Embora a marca ainda não confirme oficialmente sua chegada ao Brasil, a adoção da plataforma CMF-B, já utilizada localmente, aumenta a viabilidade de nacionalização ou importação regional no médio prazo.
Por aqui, sua chegada é praticamente improvável, uma vez que ele e o Boreal são exatamente o mesmo carro, mas nada impede que ele possa ser inserido como uma opção de entrada no segmento de médios, enquanto o Boreal assumisse na prateleira do alto. O tempo irá dizer.