O Museu de Arte da Pampulha vai ser fechado por tempo indeterminado a partir deste sábado (14). A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte, responsável pela gestão do MAP. O motivo, segundo a Fundação Municipal de Cultura (FMC), são reparações hidráulicas e elétricas que deverão ser feitas no espaço.

A informação inicial era de que a abertura da 7ª edição do Bolsa Pampulha, que estava programada para este sábado, também estaria suspensa. Contudo, no início da noite desta sexta-feira (13), a FMC informou que a programação deste sábado, envolvendo a Roda de Conversa de abertura do Bolsa, está mantida. O museu será fechado, portanto, após a programação de abertura.

Em parceria com o JA.CA - Centro de Arte e Teconologia, a exposição ficaria em cartaz até o dia 17 de novembro e registra o processo produtivo de dez artistas, selecionados de cinco estados brasileiros (confira na galeria ao final desta matéria). As instalações estavam sendo montadas desde o último dia 2.

Agora, a mostra deverá ser reagendada, assim como outras atividades que estavam previstas para o museu, como o Leilão Piolho Cassino Galeria Dandara, com Desali, que estava previsto para o próximo dia 26. Questionada, a FMC não informou para quando serão remarcadas as atividades previstas para o mês de setembro.

Segundo a FMC, não há nenhuma ameaça física à estrutura do prédio, que não corre riscos. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) ainda está levantando custos das obras e, por isso, o tempo das intervenções ainda não foi estimado.

Reforma

Uma grande reforma no MAP já está previsa para o fim deste ano.De acordo com a FMC, as intervenções vão custar R$ 7 milhões aos cofres públicos e devem começar no final de 2019.

O projeto prevê melhores condições de acolhimento e acessibilidade, além de reformas na biblioteca e no centro de documentação. "O projeto e a planilha da obra estão sendo revistos para a licitação, pela Sudecap", informou a fundação.

Fragilidades

Em junho, o Hoje em Dia mostrou que oito em cada dez museus de Minas Gerais apresentaram falhas nos sistemas de prevenção a incêndios. Os espaços corriam risco de serem fechados caso não fossem realizadas as atualizações solicitadas pelo Corpo de Bombeiros.

Em Belo Horizonte, a situação era a mesma em 29 espaços culturais, inclusive em importantes locais como o Museu de História Natural da UFMG, o Instituto Museu Giramundo e a Fundação Clóvis Salgado, responsável pelo Palácio das Artes.

Na época, a promotora Giselle Ribeiro, coordenadora estadual de Defesa do Patrimônio Cultural, disse que as irregularidades não apontavam riscos que demandariam o fechamento imediato dos espaços, mas que a falta de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros preocupava.

Em nota, a Fundação Clóvis Salgado disse que desconhecia "apontamentos de irregularidades no Palácio das Artes, emitidos pelo Corpo de Bombeiros” e que um novo projeto de combate e prevenção a incêndio no local, já aprovado pela corporação, estava em implantação.

A UFMG não havia se pronunciado. Na sede do Instituto Museu Giramundo, foi informado um telefone que seria da assessoria de imprensa, mas ninguém atendeu às ligações.

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