Vacina contra a gripe produzida em 2022 vai combater cepa H3N2 Darwin; entenda variante

Lucas Sanches
@sanches_07
07/01/2022 às 11:42.
Atualizado em 10/01/2022 às 02:02
 (Adão de Souza/PBH)

(Adão de Souza/PBH)

A vacina contra a gripe usada no Programa Nacional de Imunização (PNI) em 2022 será trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 (Darwin) e a cepa B. O imunizante já está sendo produzido pelo Instituto Butantan, com envase previsto para a primeira semana de fevereiro. 

Testes realizados pelo Instituto já mostraram que o imunizante já disponível na rede é capaz de proteger contra a nova cepa, mesmo sem ela estar na composição. Entretanto, segundo o diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo Oliveira, a proteção de atual da vacina é menor do que um imunizante fabricado especificamente contra a cepa H3N2 Darwin. 

“A vacina que temos hoje traz uma proteção cruzada contra a Darwin, menor do que a vacina específica, mas confere. Vimos isso nos reagentes que usamos no controle de qualidade, nas reações in vitro”, explica. 

Mesmo assim, a vacina é atualizada conforme o surgimento de outra variante, como aconteceu com a H3N2 (Darwin). O professor Mauro Teixeira, coordenador do Centro de Pesquisas do Butantan em BH e da pesquisa da gripe, ressalta ainda a importância da atualização do cartão de vacina.

"É um novo imunizante, diferente do anterior por trazer proteção direta, e não cruzada", afirma. "Em 2021, houve baixa adesão e ainda problemas com a campanha por parte do Ministério da Saúde. Agora, estamos com esse surto fora da época comum, e somado à Covid-19, o que mostra como é importante estar protegido".

H3N2 e H3N2 Darwin: qual a diferença?

O diretor de produção do Instituto Butantan esclarece que, apesar de muito parecidas, as cepas da doença não são iguais. “Você tem um grau muito próximo de parentesco com a sua mãe, mas você é diferente dela. As cepas da influenza são parentes, têm mudanças na estrutura viral, nos aminoácidos, mas têm partes do vírus que são as mesmas e ela confere essa proteção mesmo com a atualização do vírus”, disse.

Atualmente, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, são conhecidos três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros são mais propícios a provocar epidemias sazonais em diversas localidades do mundo, enquanto o terceiro costuma levar a casos mais leves. O tipo A da influenza é classificado em subtipos, como o A(H1N1) e o A(H3N2). Já o tipo B é dividido em duas linhagens: Victoria e Yamagata.

"Embora possuam diferenças genéticas, todos os tipos podem provocar sintomas parecidos, como febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadigas" ressalta o órgão.

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