CIRCO

Festival homenageia ator Domingos Montagner, falecido durante gravações da novela 'Velho Chico'

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.com.br
05/08/2022 às 15:35.
Atualizado em 05/08/2022 às 16:18
Criador do grupo LaMínima, ator participou das primeiras edições do FMC (Rede Globo/Divulgação)

Criador do grupo LaMínima, ator participou das primeiras edições do FMC (Rede Globo/Divulgação)

Uma parte da história do Festival Mundial do Circo está ligada a Domingos Montagner, ator que morreu afogado durante um intervalo das gravações da novela “Velho Chico” no Rio São Francisco, em 2016. Com o grupo LaMínima, dedicado à palhaçaria, ele participou da gênese do evento, hoje um dos principais festivais internacionais dedicados ao circo contemporâneo.

A programação da 21ª edição, que se estenderá até a próxima quinta-feira, não poderia deixar de homenagear o ator, tema do livro “Domingos Montagner: O Espetáculo Não Para”, escrito por Oswaldo Carvalho. O lançamento acontecerá neste sábado, a partir das 19h30, no Galpão Cine Horto, com a presença do autor e da viúva Lucianna Lima.

Ela é a diretora do LaMínima e, com Montagner, participou da gênese do festival mineiro, em 2001. “A gente ficou muito entusiasmado com a criação, abrindo a possibilidade de ver trabalhos de outros países que eram e são referência num tipo de circo preocupado com a linguagem. Na Europa e nos Estados Unidos, o circo é forte culturalmente”, lembra Lucianna.

Não demorou muito até que o grupo paulista e o festival mineiro se tornassem parceiros. “Os organizadores são muito acolhedores e sensíveis, não só na parte humana. Na parte artística, eles foram muito abertos e disponíveis em relação à diversidade do circo. O festival representou para o LaMínima uma espécie de batismo, pois estávamos nos consolidando naquela época”.

A partir das primeiras apresentações da dupla formada por Montagner e Fernando Sampaio, o grupo foi diversificando as suas participações no Festival Mundial de Circo, ajudando “a pensar formatos como a itinerância e o cabaré”. O ator, lembra a viúva, chegou a trabalhar como mestre de cerimônias e diretor artístico em algumas edições.

O livro conta com mais de 80 depoimentos, entre eles o de Juliana Sevaybricke, criadora do festival ao lado de Fernanda Vidigal. “A publicação acompanha a trajetória de Domingos desde a faculdade, quando fez Educação Física, até à TV Globo, com depoimentos do último elenco que ele integrou. O circo, evidentemente, é o grande protagonista. 

O LaMínima está completando 25 anos e, dentro da programação do festival, fará sessões, em diferentes locais, de quatro espetáculos que os consagraram como um dos mais importantes do país. Hoje, às 19h30, eles apresentarão “Luna Parke”, na Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza. 

“Fomos amadurecendo e crescendo junto com o festival. O circo começou a ganhar forças no Brasil no início dos 2000, com o surgimento de várias trupes e grupos. Acompanhamos essa renovação, em que o número de circo passou a ter dança, magia e música”, analisa Lucianna.

Tendo como carro-chefe o espetáculo inédito “Circo Charanga”, cartaz deste domingo (7), às 11 horas, na Praça Carlos Chagas, no Santo Agostinho, o grupo também ministrará uma oficina gratuita sobre “Palhaçaria e Comicidade Física”, na segunda e na terça, no Instituto Hahaha, das 17h às 20 horas.

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