MÚSICA

Um dos principais festivais de jazz no país retoma shows presenciais em Ouro Preto

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.com.br
05/08/2022 às 15:45.
Atualizado em 05/08/2022 às 16:20
Camila Rocha é uma atrações do "Tudo é Jazz", com apresentação amanhã no Largo do Rosário (Flávio Charchar/Divulgação)

Camila Rocha é uma atrações do "Tudo é Jazz", com apresentação amanhã no Largo do Rosário (Flávio Charchar/Divulgação)

Espaços históricos de rara beleza servem de cenário para grandes talentos da nova e antiga geração do jazz na 20ª edição do Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto, que chega ao seu máximo momento neste fim de semana, com apresentações de suas principais atrações.

Entre os nomes aguardados estão o da americana Madeleine Pieroux, considerada a Billie Holiday do século 21 e que subirá ao palco instalado na Praça Tiradentes nesta sexta (5), a partir de 23h30; e Hugo Fattoruso e Quinteto Barrio Sur, do Uruguai, que ocuparão o mesmo espaço no sábado, às 21h30.

Da novíssima geração, quem faz o début no festival considerado um dos dez mais importantes do mundo no gênero é a contrabaixista Camila Rocha, destaque na cena mineira atual.

No formato quarteto, ela mostrará o seu trabalho autoral amanhã, às 15h30, no Largo do Rosário. “Estou muito feliz de tocar lá. É um festival que já tem uma tradição e que valoriza muito os artistas mineiros em sua programação”, destaca.

O concerto no Festival de Ouro Preto é mais um passo de Camila rumo à consolidação de uma carreira solo, após ser uma das instrumentistas mais requisitadas atualmente para gravações e apresentações.

“Sempre trabalhei como instrumentista acompanhante. Agora no segundo semestre vou medir mais isso, pois estou gostando de compor. É preciso manter uma disponibilidade para isso”, afirma Camila.

A contrabaixista adianta que levará algumas coisas novas para o show, citando um arranjo para a música “Velhos de Coroa”, de Sérgio Pererê. Ela deverá constar de um EP que deverá ser lançado ainda neste ano.

Camila não tem dúvidas de que a cena independente em Belo Horizonte está “fervendo”, com o surgimento de muitos artistas de qualidade. No último final de semana, por sinal, ele esteve em Ouro Preto tocando com Luan Nobat.

A participação, realizada na Praça Tiradentes, serviu para experimentar o gostinho de se apresentar ao ar livre na cidade histórica. Amanhã será a primeira vez que o seu quarteto subirá ao palco de um espaço aberto.

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