Em 29 de outubro, o presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zezé Perrella, que acumula a função de gestor do futebol, em entrevista à Rádio Itatiaia, disse que o clube chegaria aos 50 pontos nesta Série A do Campeonato Brasileiro de acordo com as suas projeções.

“Eu estou otimista porque, nos quatro últimos jogos, o Cruzeiro disputou 12 pontos e ganhou oito. Poderia ter ganho os 12. Dentro dessa premissa, nós temos dez jogos ainda a serem disputados, ou seja, 30 pontos. Se nós fizermos 21 pontos, se conseguirmos manter essa média, vamos terminar o campeonato com 50 pontos, e 43 é o número de garantia para que não se caia”, afirmou o dirigente na época.

Pelas contas de Perrella, o Cruzeiro precisaria ter somando dez pontos nos cinco jogos que disputou após a sua entrevista. Mas marcou sete, um aproveitamento de 46,66%. E manter essa média é suficiente para se evitar a queda.

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Com 36 pontos e mais 15 por disputar, a Raposa pode até chegar aos 51, um a mais que a projeção de Perrella, mas para isso o time de Abel Braga, que empatou nas últimas quatro vezes que entrou em campo, sendo três delas como mandante, precisa vencer as cinco partidas que lhe restam neste Brasileirão.

A torcida cruzeirense, com certeza, nem quer isso tudo. Aliás, o presente de Natal antecipado é só mesmo escapar do primeiro rebaixamento da história. Para isso, segundo os cálculos do site Probabilidades no Futebol, mantido pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Cruzeiro precisa de pelo menos seis pontos para ter tranquilidade.

Com base nos números atuais da Série A, 41 pontos podem até ser suficientes, pois com essa marca um clube tem 38,63% de chances de rebaixamento, sendo esta a primeira pontuação que faz o risco baixar de 50%.

Com 42 pontos, o risco despenca para 17%, sendo esta, atualmente, uma marca segura. De toda forma, um problema para o Cruzeiro é o baixo número de vitórias. Com o Avaí rebaixado e Chapecoense e CSA praticamente, pois ambos já têm mais de 95% de chances de queda, a luta é contra a última vaga.

CONCORRENTES

E essa batalha, além do Cruzeiro, conta com Botafogo, Ceará e Fluminense. Um problema da equipe de Abel Braga em relação a esses concorrentes é o baixo número de vitórias, que é o primeiro critério de desempate do Brasileirão. A Raposa soma apenas sete, contra 11 do Glorioso, dez do Vovô e nove do Tricolor.

Na mesma entrevista, Perrella assegurou: “Eu não tenho nenhum temor que o Cruzeiro caia. Acho que a torcida do Cruzeiro pode continuar nos incentivando, o apoio da torcida vai ser fundamental para que o Cruzeiro não caia, e em momento nenhum me passou pela cabeça a possibilidade de cair. O Cruzeiro é muito grande”. O torcedor cruzeirense espera que o dirigente esteja correto, mesmo que erre na projeção de pontos.

No próximo sábado, o Cruzeiro tem como desafio encarar o terceiro colocado Santos, às 21h, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Brasileirão. Todos seus concorrentes jogam depois, no domingo ou segunda-feira.