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Não há unanimidade no Conselho Gestor do Cruzeiro, que se divide em opiniões em relação ao trabalho do técnico Adilson Batista. No entanto, a maioria dos integrantes do Núcleo Dirigente Transitório optou pela permanência do treinador causando uma reviravolta na situação que pela manhã apontava à saída do comandante. Quem confirma essa condição é o próprio presidente do grupo, Saulo Fróes.

Em entrevista ao Hoje em Dia, Fróes garantiu que o treinador será mantido no cargo. 

"Em nenhum momento ele foi demitido, ele está mantido. Não há nenhuma sinalização de demissão dele, inclusive ele será o técnico contra o Coimbra, está até treinando lá (na Toca II)", garantiu.

Apesar da garantia de permanência, Saulo Fróes disse que alguns membros do Conselho Gestor solicitam que avaliações sejam feitas em relação ao trabalho de Adilson Batista por causa dos resultados recentes. 

"Não é que são contra, eles (membros do Conselho Gestor) pedem para fazer avaliações por causa dos resultados todos. Opinião cada um tem a sua, lógico, mas ninguém foi contra a permanência dele. Apenas citaram resultados que não são favoráveis, pediram para pensar. Mas isso aí (demissão) se for o caso será para frente, por enquanto a posição nossa é essa (pela permanência", explicou.

Ainda de acordo com Fróes a permanência de Adilson Batista foi decidida pela maioria dos membros do Núcleo Dirigente Transitório.

"Sim, quando eu falo, digo em nome do Conselho todo. Nós só tomamos decisões com o voto da maioria, e essa maioria é a favor da permanência dele", concluiu. 

Reviravolta

Com apenas uma vitória nos últimos oito jogos, Adilson Batista vive um momento de tensão no Cruzeiro. A permanência do treinador chegou sim a ser discutida no começo da manhã desta quinta-feira, principalmente pelo resultado ruim da Raposa diante do CRB, na partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil. O estopim para a demissão teria sim sido a derrota por 2 a 0 para os alagoanos, no Mineirão.

O anúncio oficial da demissão foi esperado por toda imprensa e torcida, mas o fato, como chegou ao conhecimento primeiro dos jornalistas (saída do treinador) e não ao próprio técnico, fez com que a decisão fosse mudada repentinamente. O que era para ser a despedida de Adilson Batista acabou sendo a "sobrevida". 

A insatisfação com o treinador já existia há muito tempo. Depois da vitória por 2 a 1, no sufoco, sobre o Uberlândia, no Mineirão, no dia 1º de março, a reportagem do Hoje em Dia flagrou um diálogo entre José Dalai Rocha, presidente em exercício do Cruzeiro, e Carlos Ferreira, interlocutor do departamento de futebol do clube, nos corredores do estádio. A conversa tinha um tema: o descontentamento do mandatário com o técnico Adilson Batista. 

“Carlinhos, esse time está muito ruim. Não tem padrão ofensivo, não tem jogada ensaiada. Você tem que dar um jeito no Adilson, ou então assume lá”, disse Dalai Rocha na ocasião. 

Nomes para substituir Adilson Batista foram, inclusive, postos à mesa. Guto Ferreira, demitido há aproximadamente um mês do Sport, era uma dessas apções. 

Colaboraram Alexandre Simões e Luciano Dias