cruzeiro, sergio campolina

 

O Cruzeiro espera a liberação por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para poder retomar os trabalhos na Toca II. Como o próprio secretário municipal de Saúde da PBH informou nesta quarta-feira, essa autorização pode acontecer em breve, e, por isso, o departamento médico cruzeirense já se prepara para tomar medidas rápidas.

O diretor do departamento médico azul, o doutor Sérgio Campolina, acredita que o Cruzeiro tem condições de iniciar todo o trabalho prévio para retorno aos trabalho em até 48 horas após a liberação por parte da prefeitura.

Campolina ressaltou à reportagem que tomou conhecimento da fala do secretário municipal sobre a liberação, mas, que, oficialmente, ainda não chegou nada para o clube. 

"Já temos todo o protocolo de segurança pronto e isso nos adianta para esse retorno. Acredito que em até 48 horas consigamos, após a liberação, dar start nos exames médicos com aqueles que estarão conosco no dia a dia", disse Campolina ao Hoje em Dia.

O Flamengo, pioneiro nos testes prévios de Covid-19 para retorno aos treinos seguindo protolocos de segurança sanitária, testou quase 300 funcionários, dentre jogadores, comissão técnica e profissionais que teriam contato com o dia a dia no Ninho do Urubu. 

O médico da Raposa não deu um número exato de testes que serão feitos pelo Cruzeiro em parceria com um laboratório particular, mas disse que esse procedimento será realizado de forma abrangente.

"Vamos testar todos os jogadores, a comissão técnica, staff administrativo, que será reduzido, nem todos estarão no dia a dia no centro de treinamento. Não dá para precisar quantos testes vamos fazer, mas também vamos testar os familiares", contou.

De acordo com Sérgio Campolina o grau de confinamento de parentes e amigos dos atletas é que vai demandar a necessidade de testar também essas pessoas que, no dia a dia, têm contato com os jogadores. 

"Tudo vai depender do questionário que os atletas responderão em até 24h assim que recebermos a liberação das autoridades. Esse questionário nos ajudará também a testar familiares se necessário", explicou.

O médico cruzeirense ainda ressaltou a necessidade de últimos detalhes na Toca II. "Já foi feita um trabalho de dedetização (o procedimento realizado chama-se sanitização) na Toca há uns dias, mas faremos outro. Assim que conseguirmos essa liberação vamos providenciar isso também", disse.