Confusão, empurra empurra, socos, pontapés e gás de pimenta. Cenário que tirou a paz de clientes do restaurante Chopp da Fábrica, na orla da Lagoa da Pampulha, no bairro São Luiz, em Belo Horizonte, na noite de terça-feira (31). Tudo por causa de uma briga envolvendo seguranças do estabelecimento e torcedores, tanto do Cruzeiro quanto do River Plate-ARG. 

O tumulto começou quando um torcedor argentino vestiu a camisa do Atlético na parte interna do Chopp da Fábrica para provocar os cruzeirenses, logo após o River eliminar a Raposa da Copa Libertadores. Nesse momento um grupo foi tirar satisfação com o rapaz.

“Falei para ele, quem ganhou do Cruzeiro foi o River Plate e não o Atlético. Se quiser ficar onde você está tira essa camisa”, disse um dos cruzeirenses.

A briga estava nessa condição de “vai não vai”, até que um torcedor mais exaltado disse aos amigos: “podemos brigar, já paguei a conta”. 

Os seguranças do restaurante tentaram apaziguar a confusão, mas não agiram com prudência. E foi pela ação desmedida de um segurança que o bate-boca virou luta livre. 

Confusão 

O cruzeirense que havia falado sobre brigar por que tinha pago a conta estava sendo colocado para fora do restaurante, quando a confusão com socos e pontapés teve início. 

Um segurança do local disse que sofreu tentativa de agressão, e por isso teria agredido um cliente que não estava vestido com camisa de nenhum clube. 

A reclamação de alguns torcedores é que o segurança teria agido com truculência e atingido até crianças. 

Houve tumulto e o próprio segurança disparou um jato de spray de pimenta deliberadamente, de fora para dentro do salão interno do restaurante. Como mostram as imagens feitas pelo HD e que contrariam, inclusive, a justificativa de um dos gerentes do Chopp da Fábrica para a confusão.

“O que houve foi uma briga isolada entre um pequeno grupo de argentinos e cruzeirenses mais afoitos. Para minimizar o confronto fizemos um trabalho preventivo, tanto com a polícia e os seguranças da casa, para assegurar que os clientes ficassem seguros”, disse o profissional.

Prejuízos

A briga praticamente esvaziou o Chopp da Fábrica, que no meio da bagunça ficou repleto de policiais militares com armas em punho. Policiais civis também compareceram ao local.

Um garçom chegou a comentar que seis mesas não pagaram a conta, com as pessoas indo embora antes e dando prejuízo ao restaurante. O mesmo funcionário também falou que clientes cancelaram vários pedidos que haviam feito na cozinha.

Veja vídeo da confusão:



​Registro da ocorrência 

Por causa dos fatos a PM colheu os dados sobre a confusão no local ainda na noite de terça e registrou o boletim de ocorrência na 17ª Companhia de Polícia. 

De acordo com o boletim de ocorrência da PM, Luiz Emmanuel estava no restaurante Chopp da Fábrica “fazendo uso de bebida, no momento em que iniciou-se uma briga generalizada”. E “que em determinado momento (Luiz Emmanuel) tomou um soco na face, na região da boca”. O agredido registrou que a agressão foi cometida por um funcionário do estabelecimento que não foi identificado. 

Além do relato de Luiz, um dos seguranças da casa de nome Alexandre Gregório também é citado no boletim de ocorrência. 

De acordo com o documento, Alexandre “visualizou uma briga generalizada do lado de fora do estabelecimento e ele tomou conhecimento da agressão, mas não identificou o autor” do que foi relatado pela vítima.

O boletim de ocorrência cita ainda que Luiz Emmanuel foi atendido na Unidade de Pronto-Atendimento Pampulha (UPA Pampulha).


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