A noite do dia 25 de novembro de 2021 certamente ficará marcada na memória de Rafael Sóbis e Ariel Cabral. Nesta data, ambos se despediram do Cruzeiro – Sóbis, também do futebol , cercados de muito carinho da torcida e de várias homenagens.

Nesta quinta-feira, pouco importou se a atuação da dupla, acionada no segundo tempo do empate em 0 a 0 com o Náutico, pela 38ª rodada da Série B, foi discreta.

A festa estava armada. Estádio lotado para o último duelo da Raposa na temporada, e o derradeiro jogo com a camisa celeste de dois jogadores que, em um passado recente, deram muitas alegrias ao torcedor estrelado.

Com a bola rolando, logo nos primeiros minutos do segundo tempo, Sóbis e Cabral tiveram os nomes gritados no Gigante da Pampulha. O técnico Vanderlei Luxemburgo não demorou a colocá-los em campo.

Mesmo com a pressão, o gol que daria um toque ainda mais especial para o encerramento da trajetória da dupla pela Raposa, não veio. Não fez falta, o que foi visto após o apito final compensou o placar zerado.

Homenagens

Assim que a partida foi encerrada, os torcedores logo entoaram novamente o nome dos jogadores nas arquibancadas.

Em campo, os atletas receberam homenagens da diretoria com duas camisa especiais, emolduradas.

Ao redor de ambos, no gramado, a família e a reverência dos companheiros de time.

Sóbis rapidamente se dirigiu ao torcedor, retribuindo as reverências e levantando o público, que demorou a arredar o pé do Mineirão.

Mais discreto, como de costume, Cabral, estrangeiro que mais vestiu a camisa estrelada, com 200 jogos, também acenava, agradecendo pelo carinho dos cruzeirenses.

Abraço do “Príncipe”

Encerrando a noite de homenagens, outra cena marcante no Mineirão.

Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, Dirceu Lopes entrou em campo após a partida e foi abraçar Rafael Sóbis.

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Quando a cena foi registrada no telão do estádio, o público novamente se manifestou, gritando o nome da dupla.

Com ambos ajoelhados no gramado, o “Príncipe” abraçou Sóbis, tirou a camisa que estava vestindo, com mesmo número 10 que trajou em tantas glórias nos anos de 1960 e 1970, e passou para Rafael.

Por fim, no último ato da noite, Rafael Sóbis atravessou todo o gramado, quase em uma espécie de volta olímpica, agradecendo ao torcedor.