O acordo do Cruzeiro com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), divulgado nesta sexta-feira (23), que permitiu que o clube equacione a dívida com a União, faz com que a Raposa também possa avançar em dois outros negócios, que podem abater mais de R$ 23 milhões em débitos da instituição.

Com essa repactuação da dívida fiscal, o Cruzeiro pode retomar as negociações para a venda da Campestre II, imóvel subutilizado pelo clube, localizado na região da Pampulha, que teve a venda vetada pela Justiça Federal, em agosto.

O clube estrelado chegou a abrir um edital para a comercialização do ativo, estipulando um lance mínimo de R$ 13.661.473,50.

Entretanto, alegando que a venda do imóvel poderia oferecer risco ao resultado de execuções fiscais movidas contra a instituição, a União conseguiu suspender o negócio. 

A diretoria celeste vê na venda da Campestre II uma oportunidade de abater parte da do passivo do clube, que ultrapassa o R$1 bilhão.

Mineirão

Também em agosto, a União conseguiu impedir o acordo entre o Cruzeiro e a Minas Arena - empresa que administra o Mineirão -,  para quitar uma dívida da Raposa com o estádio.

À época, o Governo Federal teve a seu favor uma decisão que não permitiu que os R$ 9,8 milhões depositados em juízo pelo clube estrelado fossem repassados para os gestores do Gigante da Pampulha.

Isso porque, como determina o ordenamento jurídico brasileiro, a União tem prioridade no recebimento das dívidas, estando à frente da Minas Arena na hierarquia dos credores.