Executivo explica nova gestão do Cruzeiro e promete solução para transfer ban 'nas próximas horas'

Letícia Lopes
@leticialopesou
20/01/2022 às 15:22.
Atualizado em 21/01/2022 às 12:16
 (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

(Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

O diretor executivo de futebol do Cruzeiro, Pedro Martins, falou nesta quinta-feira (20), sobre os planos da Raposa para a temporada 2022 e para o futuro. Entre os assuntos, o dirigente explicou o novo modelo de gestão do clube e afirmou que o pagamento do transfer ban é a prioridade do momento. 

“Existe uma equipe extremamente competente, um grupo de advogados que está trabalhando na estruturação da dívida. Vocês sabem bem que é uma dívida grande. Com base nisso, a gente vem fazendo a gestão de fluxo de caixa. Isso demanda muita análise, muito estudo e escolha de prioridades. O transfer ban é uma prioridade, não tem como não ser. Eu confio muito na equipe que está fazendo esse trabalho e eu não tenho dúvidas de que a solução será dada nos próximos dias ou horas e que o Cruzeiro vai encontrar a melhor saída para que todos os atletas estejam inscritos e aptos para o Campeonato Mineiro”, afirmou Pedro. 

Caso não pague o transfer ban, o Cruzeiro não poderá registrar os novos jogadores. O prazo é curto, já que a estreia no Estadual será na próxima quarta-feira (26), diante da URT, no Independência.

Mudanças de gestão

Martins foi oficializado como executivo de futebol em 3 de janeiro. A convite de Ronaldo, ele chegou a Minas para trabalhar ao lado de Paulo André. E diante dos questionamentos a respeito do novo modelo de administração do clube, que visa uma gestão sustentável, ele apontou que esse modo de trabalho foi um dos motivos que o empolgou no momento em que recebeu o convite para trabalhar no Cruzeiro. 

“Uma das coisas que me chamou muita atenção e me fez aceitar o convite do Cruzeiro é o objetivo de colocar a instituição acima de todos. Não tem uma pessoa que está acima do projeto do clube. Através dessa premissa que estamos trabalhando”, disse o diretor. 

Ele ainda demonstrou seu pensamento sobre o processo de reestruturação da Raposa e sobre como o Cruzeiro precisa modificar sua forma de pensar o futebol: “A gente acredita que o tamanho da camisa não vai nos levar naturalmente para a Série A. Acreditamos na mudança de processo, de se fazer futebol e queremos criar um senso de indignação entre todos os colaboradores. Isso vai fazer com que a gente volte para a Série A de uma maneira organizada, estruturada e pensando no futuro do clube. O trabalho, sim, vai levar o clube a seu caminho de protagonista no futebol brasileiro”.

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