Emocional? Essa tese foi totalmente descartada por Luiz Felipe Scolari, após mais uma derrota do Cruzeiro, para o Juventude, nesse sábado (16), pela 35ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Para o treinador, o desempenho ruim do time na competição, culminando no fim de qualquer possibilidade matemática de a Raposa subir para a Primeira Divisão, se deve muito em função de carências dentro do plantel de jogadores.

"O emocional poderia prejudicar muito mais no momento em que tínhamos de 42 a 44 pontos e a chance de classificação (à Série A), mas não temos mais chance de classificação. Não é o emocional, muitas vezes é a qualidade final. Temos que aprender com isso", comentou o comandante.

Felipão deixou claro também que a busca pelo acesso não passou de um sonho.

"Nosso maior objetivo, desde que chegamos, quando tínhamos 13 pontos, era chegar aos 44, 45 ou 46 pontos para, minimamente, fugir do rebaixamento. Tivemos a oportunidade de até sonharmos com algumas coisas, mas infelizmente não temos a qualidade necessária para sonhar com isso. Temos que saber dimensionar até onde podemos chegar neste momento", disse.

E a busca pelo tal “primeiro objetivo” continua. "Tomara que a gente possa, já no próximo jogo, cumprir o primeiro papel que prometemos ao Cruzeiro, que era tirar da Série C. Em nove vezes, estava na Série C (referindo-se ao número de rodadas que o clube esteve no Z-4), e nunca mais entrou", afirmou.

A Raposa volta a campo na quarta-feira (20), às 21h30, contra o Operário-PR, no Independência, pela 36ª rodada. Haverá uma manifestação da torcida celeste antes do duelo.

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